sexta-feira, 13 de abril de 2018

Doenças da Coluna - Osteofitose (Bico de Papagaio)


OSTEOFITOSE (BICO DE PAPAGAIO)



Ao longo do processo de evolução, o homem adquiriu a postura ereta. Devido à ação da gravidade, surgiram algumas complicações decorrentes dessa postura; entre elas, o aparecimento de osteófitos.

Com o desgaste da articulação vertebral (degeneração do disco intervertebral), acontece a instabilidade do segmento da coluna, e assim micromovimentação de forma anormal. Na tentativa de estabilizar e fusionar este nível doente da coluna, o corpo humano faz crescer osso. Assim, ocorre a formação óssea nas bordas articulares, à frente e/ou para ao lado do disco intervertebral.

O “bico de papagaio” ou osteofitose se manifesta quando os ligamentos e as cartilagens que envolvem as vértebras se calcificam, como forma de estabilizar a estrutura desgastada. O problema tem maior incidência na região lombar, mas pode atingir outras partes da coluna. As dores são causadas pela própria rigidez da coluna, na qual as vértebras afetadas pressionam nervos e músculos.

CAUSAS DA OSTEOFITOSE

Além da idade, outros fatores podem causar a formação do bico de papagaio:

– Hereditariedade;

– Má postura;

– Obesidade;

– Sedentarismo;

– Fraturas;

– Doenças reumáticas, etc

Todos eles também contribuem para desgastar as articulações e podem levar à calcificação vertebral. É um processo irreversível e progressivo, mas 90% dos casos são leves e têm controle mais fácil. Fisioterapia manual e reeducação postural ajudam a recuperar a estabilidade.

Assim, apesar de o osteófito continuar instalado, a dor será estabilizada devido à estrutura corporal mais forte, flexível e alinhada. A melhor alternativa continua sendo a prevenção. Quanto antes incorporar novos hábitos, menores as chances de ocorrer um osteófito no futuro.

POR QUE SURGE O “BICO DE PAPAGAIO”?

Radiograficamente, o aspecto do osteófito remete ao bico de um papagaio, vindo daí o nome popular. Alguns especialistas acreditam que o bico de papagaio possa surgir devido à desidratação do disco intervertebral, por espondilose, por pré-disposição genética, sobrecarga articular (como no caso de obesidade), devido a algum problema articular prévio (como inflamação, fratura, ruptura de ligamentos, entre outros) ou em consequência de impactos sofridos desde a infância.

Todavia, é importante salientar que a principal causa do aparecimento desta anomalia óssea é a permanência em posturas incorretas ao longo da vida, resultando em lesões nas articulações vertebrais. Destas últimas, originam-se os osteófitos, que por sua vez, causam a desidratação do disco intervertebral, fazendo com que as vértebras fiquem mais próximas uma da outra, com consequente compressão da raiz nervosa. Portanto, a dor presente na osteofitose decorre dessa compressão.

O PROBLEMA DA MÁ POSTURA



A maneira de sentar, andar, permanecer em pé ou deitado determina não só a qualidade da postura, mas a qualidade de vida das pessoas. Já é comprovado que a má postura afeta a posição de alguns órgãos internos, diminui o fluxo sanguíneo e pode prejudicar até mesmo a visão. A boa postura auxilia no equilíbrio de todo o corpo.

Em pé é necessário que pescoço, ombros, coluna lombar, pélvis e quadril estejam todos alinhados. Sentado, enquanto o quadril suporta o peso do corpo, os pés devem estar totalmente apoiados no chão e a coluna deve receber todo suporte do encosto da cadeira.

Já na infância é importante aprender a ter bons hábitos posturais. Grande parte das dores na fase adulta poderia ser evitada se as pessoas assumissem uma boa postura desde crianças. É muito importante corrigir casos em que a criança se apoia em uma só perna quando em pé, ou mesmo quando brinca sentada no chão sobre as pernas dobradas, ou ainda quando dorme de bruços. Há adolescentes que debruçam metade do corpo sobre a carteira enquanto copiam lições da lousa, o que pode comprometer bastante a saúde da coluna com o tempo.

No início os sintomas podem demorar a surgir, mas se o indivíduo passa anos cultivando hábitos nocivos ao deitar, sentar, parar ou andar, ossos e cartilagens sofrem um desgaste maior e localizado, sendo comum a pessoa começar a sentir dores agudas, como se fossem “pontadas” ou “choques elétricos” nas pernas, costas, ombros ou pescoço.

A má postura na fase de crescimento, que vai do nascimento aos 20 anos, chega a “torcer os ossos” levando a um encaixe assimétrico nas pontas dos ossos e sobrecarregando as cartilagens. Algumas vezes, este desencaixe é tão grave que chega a ser de difícil solução, levando a uma artrose (desgaste) precoce da articulação.

Ao dormir também é importante oferecer uma atenção especial à postura. O ideal é permitir que a espinha permaneça em sua posição normal, com sua curva natural. Dormir de bruços deve ser evitado, já que a pessoa acaba não só forçando a coluna lombar como também acaba entortando o pescoço. O ideal é dormir de lado, com um travesseiro que tenha a altura exata entre o ombro e o pescoço. Colocar um pequeno travesseiro entre as pernas ligeiramente flexionadas também é aconselhável para que o repouso seja restaurador.

Atenção com o tipo de calçado! Os pés devem receber uma atenção especial, já que contribuem para a boa postura. Usar calçados confortáveis é uma das primeiras medidas recomendadas quando o assunto é dor. Saltos altos, formatos apertados, ou modelos que ponham em risco a estabilidade da pessoa podem resultar em dores nas costas, cansaço extremo nas pernas, enfim, uma série de desconfortos que chegam ao consultório dos ortopedistas diariamente.

Para manter a boa postura é importante praticar exercícios regulares para a manutenção. Há alguns exercícios simples que ajudam a fortalecer a musculatura, dando suporte à postura ideal. Veja:

Para treinar o corpo a manter o alinhamento adequado, deve-se sentar no chão, com as costas contra uma parede. Certifique-se de que a cabeça, os ombros e o quadril toquem a parede e permaneça na posição por alguns minutos. O ideal é repetir o exercício diariamente até que se aprenda a alinhar a coluna. Outra dica é adotar a posição anterior, tentando levantar e abaixar sem desencostar da parede. Para exercitar a espinha, deite-se de costas, eleve os joelhos à altura peito, envolvendo-os com os braços. Role o corpo de um lado para o outro nessa posição, sem soltar, por algumas vezes seguidas.

Deitado de costas, repita os movimentos de bicicleta, com as pernas no ar. Pedale em grandes círculos, sem pressa e sem mover as costas. Finalmente, acostume-se a caminhar como se fosse um militar em desfile, ou seja, barriga encolhida, ombros e cabeça alinhados com a bacia para quem olha de lado. Essas dicas visam fortalecer toda musculatura que sustenta a coluna, que são os músculos abdominais, glúteos e paravertebrais.

A INFLUÊNCIA NATURAL DO ENVELHECIMENTO

Todo indivíduo está suscetível ao desgaste natural dos discos intervertebrais que aumentam conforme o avanço da idade. Somando-se a isso, caso a pessoa já tenha predisposição genética para o problema, as dores começam a surgir e, especialmente, com o envelhecimento. Porém, as pessoas que durante a vida não adotaram boa postura corporal, não praticaram atividades físicas e vivenciaram períodos intensos de estresse, apresentam maiores chances de desenvolver osteófitos.

QUAL O TRATAMENTO PARA BICO DE PAPAGAIO?

O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No primeiro caso, a adoção de novos hábitos, como boa postura, juntamente com prática de atividade física pode auxiliar no alívio das dores. Com relação ao tratamento cirúrgico, este é recomendado quando o paciente apresenta dano neurológico súbito e quando a coluna evidenciar sinais de desalinhamento progressivo com dor intensa, bem como alteração de força e sensibilidade nos membros superiores. A realização deste tipo de cirurgia habitualmente requer o uso de enxertos ósseos e implantes.

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral, Exercícios de Pilates e treinamento funcional . Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

Etapas do tratamento

FISIOTERAPIA MANUAL

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.


PILATES e TREINAMENTO FUNCIONAL


Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de musculação que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (potência aeróbica, força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados por fisioterapeuta.


Pilates

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.


Fisioterapia convencional

Fisioterapia Traumato- Ortopédica: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Cinesioterapia, Hidroterapia, Massagem.

Medicamentosos

Geralmente com injeções de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares na fase aguda e o controle com medicamentos orais, para os mesmos fins, para a fase crônica.

www.fisiobeautypilates.com.br

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Movimentos da Coluna Vertebral

MOVIMENTOS DA COLUNA VERTEBRAL
  
A coluna vertebral tem como função proteger as estruturas neurais (medula e suas raízes) e, ao mesmo tempo, coordenar e transmitir os movimentos entre os membros superiores e inferiores. Muitos estudos são realizados no sentido de entender quais os movimentos que mais comprometem e danificam a coluna e suas estruturas. Descreveremos os principais movimentos realizados por nossa coluna. Dessa forma, ficará mais fácil para você entender ou fazer comparações com os movimentos do nosso dia a dia.

Flexão Anterior



O movimento mais realizado por nós é o de flexão anterior do tronco. Durante esse movimento, os orifícios de conjugação existentes entre uma vértebra e outra aumentam de tamanho, as facetas articulares se afastam e, dessa forma, as raízes nervosas ficam mais livres. Porém, as pressões exercidas no corpo do disco, devido ao deslizamento para frente de uma vértebra sobre a outra, provocam achatamentos e alterações que poderão tocar nas raízes ou medula, provocando dores e crises nas costas.

É importante recordar que existe uma variação na altura do disco: na parte anterior, ele é mais alto que na posterior. Portanto, durante a flexão anterior do tronco ou até mesmo com as pequenas pressões exercidas nessa posição, a porção mais alta vai receber maiores compressões fazendo com que os elementos dos discos (anel fibroso e núcleo) sejam projetados para trás.

Os músculos e os ligamentos também ficam tensos quando realizamos esses movimentos ou adquirimos essa postura. Tudo isso ocorre na tentativa de reequilibrar o nosso corpo para a linha de gravidade. Assim, ocorrerão mais pressões intradiscais e poderão ocorrer estiramentos e lesões musculares. Alguns exemplos desses movimentos são os que acontecem quando suspendemos um peso do chão com a coluna curvada para frente, o esforço para espirrar, tossir e até mesmo na defecação.

Todos esses gestos normalmente são realizados em flexão anterior e provocam pressões e expansões nas regiões nobres da coluna vertebral. Com essas explicações, fica claro que devemos procurar ao máximo preservar a curvatura da lordose lombar, principalmente quando formos suspender objetos ou estivermos realizando tarefas com o tronco anteriorizado. Manter essa curvatura na posição sentada durante o trabalho também é de fundamental importância.

Orientamos aos nossos pacientes que é mais econômico procurar se manter bem posturado, ou até mesmo comprar uma cadeira ergonômica que tenha todos os ajustes necessários para uma boa postura, do que pagar um tratamento médico ou fisioterapêutico.posturas ao sentar

As pessoas que têm o padrão flexor são aquelas que normalmente andam de cabeça baixa, têm um aumento de volume abdominal e os ombros são arredondados e caídos. Pessoas tristes e depressivas também adquirem essa postura. Esse é um dos motivos pelos quais devemos estar sempre atentos com o comportamento dos nossos pacientes, pois muitas vezes as causas das dores não são devido às lesões ou às doenças da coluna, mas, sim, por causa dos seus gestos, comportamentos ou hábitos do dia a dia.

Extensão ou Flexão Posterior



O movimento de extensão ou flexão posterior (curvar o tronco para trás) é oposto ao de flexão anterior. Esse movimento provoca uma aproximação das facetas articulares (articulações das vértebras) e, com isso, os orifícios de conjugação, por onde passam os nervos, se fecham diminuindo o diâmetro. A pessoa que adquire a postura com o padrão em extensão tem normalmente uma hiperlordose ou realiza movimentos repetitivos nesse sentido e poderá estar susceptível ao desgaste dessas articulações.flexão posterior

Segundo alguns pesquisadores, o desgaste nas articulações da coluna representa 30% de todas as lesões que nela ocorrem; ou seja, boa parte das lesões na coluna poderá se iniciar por esse motivo. Sabe-se também que, no movimento de extensão, a parte posterior do disco poderá ser pinçada, provocando, assim, um achatamento no disco.

Com essas informações, podemos concluir que devemos mobilizar e “aquecer” as facetas articulares, assim como fazemos com joelhos, ombros, tornozelos e demais articulações do nosso corpo, principalmente quando iremos praticar algum esporte ou até mesmo para enfrentar as tarefas do nosso dia a dia. As pesquisas comprovam que as realizações de movimentos articulares ativos ou passivos são mais importantes do que os alongamentos. Por isso, temos o cuidado de explicar os detalhes dos movimentos da coluna vertebral, para que todos possam entender e movimentá-la de forma saudável e segura.

A partir dessas explicações, ficam claros os motivos pelos quais condenamos a postura de deitar de bruços. Nessa posição, a coluna vertebral adquire a postura de extensão, a lordose lombar aumenta e provoca pressões articulares e discais. Pelo mesmo motivo, condenamos alguns pacientes com hérnia de disco ou lesão degenerativa a praticarem natação.





As pessoas que têm a postura em extensão são aquelas que têm um olhar no horizonte, olham de cima para baixo, os ombros são erguidos e para trás, parecido com a postura de um militar, por exemplo. Nesse sentido, encontraremos as vértebras mais próximas umas das outras, principalmente na porção posterior onde ficam as articulações e a parte mais estreita do disco. Em resumo: a diminuição do diâmetro dos orifícios vertebrais que permitem a passagem dos nervos, o achatamento do disco e as contrações involuntárias dos músculos das costas são fatores que contribuem para o aumento das dores na coluna vertebral.

Rotação



É muito comum no nosso dia a dia realizarmos movimentos associados. É raro executarmos movimentos retos, com uma só direção. Os movimentos de rotação são realizados normalmente em conjunto com flexão, extensão ou flexão lateral – são essas associações de movimentos que levam a coluna ao extremo, provocando tensões, torções e atritos nos discos. As fibras dos discos são dispostas de forma opostas umas com as outras. Por isso, no momento em que realizamos uma rotação para um lado, parte dessas fibras estará tensa e a outra parte estará relaxada.

Esse mecanismo protege, de certa forma, os discos de se lesionarem com mais frequência, mas não devemos abusar, com cargas e posturas que não são benéficas para nossa coluna. Os ligamentos geralmente são as estruturas limitadoras dos movimentos, assim como os tendões e os músculos. É por meio dos movimentos associados com esforço que as estruturas ficam mais susceptíveis às lesões.

Flexão lateral



A coluna também realiza os movimentos de flexão lateral para a esquerda e a direita. São movimentos mais raros de serem utilizados no dia a dia e normalmente estão associados a outros movimentos. É mais comum ver esse tipo de ação corporal em academias, estúdios de pilates e gestos esportivos.

Os movimentos e o comprometimento da coluna

Uma equipe de pesquisadores escandinavos realizou alguns estudos sobre o comportamento da coluna vertebral e seus discos em diferentes posturas. Foi utilizada uma sonda sensível a pressão. Wilke e sua equipe realizaram também um estudo semelhante com uma sonda intradiscal introduzida entre a quarta e quinta vértebra lombar (L4 e L5). O objetivo era saber qual é a postura ou atividade que mais compromete a coluna vertebral.

Esses estudos, somados a outras publicações e a nossa experiência clínica, nos fazem ter a certeza de que: as atividades realizadas com o tronco em anterioridade e em torção, sejam elas sentadas ou em pé, são os piores vilões para saúde da nossa coluna. Assim, podemos concluir que as pessoas que têm o tronco um pouco à frente da linha de gravidade também são susceptíveis a lesões e dores crônicas na coluna.

Temos sempre proposto aos colegas fisioterapeutas que tratem ou encaminhem seus pacientes após a retirada da dor para os colegas que trabalham com técnicas posturais no intuito de corrigir os vícios posturais, as curvaturas alteradas e principalmente trazer o corpo para o alinhamento mais econômico.



Por essa causa, temos alertado aos colegas fisioterapeutas sobre a importância de conhecer as atividades profissionais e esportivas de seus pacientes, a fim de corrigir erros posturais que podem estar contribuindo para as dores deles. Os movimentos errados do dia a dia em casa também são cruciais para as dores na coluna. Não permita que seus filhos ou netos permaneçam por longas horas sentados diante da televisão, do computador ou utilizando o telefone celular, com as costas curvadas para frente. Estimule-os à prática esportiva.

Existe uma geração de crianças que diz não gostar de esportes, mas para elas já existem academias e centros especializados para o desenvolvimento da aptidão física. Portanto, é fundamental questionar e ouvir o paciente para saber todos os detalhes dos seus hábitos no dia a dia e orientá-los sobre as maneiras corretas de realizar tarefas e atividades sem comprometer a coluna.

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

A Importância do Equilíbrio Pélvico

EQUILÍBRIO PÉLVICO
  
O homem passou por uma grande evolução física e biológica para chegar ao que é hoje. Foram quatro milhões de anos nesse processo.

A evolução do homem



Ele se distanciou do macaco com o desenvolvimento do cérebro e, consequentemente, com as aptidões neurais e motoras. O cérebro cresceu e, com isso, a caixa craniana também aumentou de tamanho. Assim, a bacia teve de se adaptar aos novos diâmetros da cabeça. O novo formato da bacia determinou uma nova postura para o homem e novas curvaturas para a coluna vertebral. Com a evolução e o desenvolvimento, o homem passou da posição quadrúpede para bípede, a bacia ficou mais larga, passou a receber mais carga do nosso tronco e isso fez com que os músculos posteriores do quadril e das costas se desenvolvessem com mais força e volume.

Nova postura do homem

Quando os homininaes andavam de quatro pés, os músculos do quadril eram finos, longos e não suportavam grandes cargas. Eles contribuíam para o movimento e deslocamentos nas árvores e muito pouco para estabilizar o tronco. Trazendo essas transformações ósseas, musculares e biomecânicas (mecânica do movimento humano) para os dias atuais, devemos ter a consciência do que seja uma boa postura e um bom equilíbrio do nosso corpo. A palavra equilíbrio é muito bem empregada nesse contexto, pois, quando temos uma má postura, seja em pé ou sentado, significa que estamos desequilibrados. Para toda falta de equilíbrio, será necessário um esforço maior dos nossos músculos para nos mantermos estabilizados.postura errada ao sentar

Esse maior gasto energético e excesso de trabalho dos nossos músculos irão gerar compressões nos nossos ossos e articulações, causando, assim, lesões e dores. A pergunta que fazemos é: será que estamos andando em uma corda bamba e não sabemos? Por milhões de anos, o homem evoluiu sua postura e, a partir do momento que a nossa estrutura óssea parou de evoluir, adquirimos curvaturas e posturas que nos protegem durante a vida. Porém, com a tecnologia e a modernidade, os nossos gestos corporais e posturais mudaram de maneira radical nos últimos 50 anos. O automatismo, a internet, as especificidades profissionais e muitos outros fatores fizeram com que as pessoas ficassem mais paradas. Cada vez mais, trabalhamos realizando tarefas pontuais, de movimentos repetitivos e de pouca variação. Estamos nos movimentando menos.

Falamos com o mundo a qualquer momento sem dar um só passo. Podemos ficar em casa com um celular na mão para resolver todos os problemas de casa ou do trabalho, existe controle remoto para tudo e carro automático não é mais objeto de luxo. Estamos parados literalmente. Se a geração dos anos 1950 fizer uma analogia com os dias atuais, perceberá como essas mudanças foram radicais e como estamos estáticos. Até o homem do campo trocou o cavalo por uma moto. Ficar sentado é a palavra de ordem, ou melhor, a postura de ordem.

Economizando os músculos durante a posição sentada ou em pé



A posição sentada é, sem dúvida, um grande vilão para a humanidade e para as alterações dos ângulos do quadril e da coluna. Os estudos comprovam que as alterações desses ângulos são os principais causadores de dores, de lesões degenerativas e, consequentemente, de cirurgias na coluna vertebral.



No momento em que conseguimos nos manter em uma boa postura, ou seja, o nosso corpo não está para frente nem para trás nem para os lados. Isso significa que estamos bem posicionados no espaço e os nossos músculos estão trabalhando muito pouco, economizando energia. Essa economia muscular e articular é o que podemos chamar de equilíbrio pélvico, equilíbrio do nosso corpo. Mostraremos, neste capítulo e no capítulo das posturas do dia a dia, a importância da boa postura em pé ou sentado para a saúde e o bem-estar da coluna vertebral.

Muitas pesquisas têm mostrado a importância do equilíbrio pélvico, principalmente quando observamos o homem de perfil. O posicionamento do quadril tem uma influência significativa em toda a postura da coluna vertebral. Os estudos comprovaram que, quanto mais próximo o indivíduo estiver da faixa de normalidade do equilíbrio pélvico, os músculos trabalharão com menor esforço. Menor tensão irá acontecer, haverá menor compressão nos discos e menor gasto energético. Costumamos falar para os pacientes que normalmente têm esse desequilíbrio postural, principalmente os que têm o tronco projetado um pouco mais para frente, que não adianta tratar apenas a dor ou melhorar os movimentos específicos da coluna. O mais importante é manter a coluna alinhada.



Esse alinhamento é fácil de se constatar, basta apenas fazer uma foto de perfil e verificar se o seu tronco está projetado para frente. Você poderá usar também um fio de prumo partindo do ouvido e verificar se ele passa pela linha média do ombro, no trocânter maior do fêmur, joelho e tornozelo. É importante que os profissionais de saúde e os pacientes entendam a importância e a necessidade da correção desses alinhamentos. A permanência de um tronco projetado para frente, ou seja, fora da linha de gravidade, é ter a certeza de que os pacientes não irão melhorar e os episódios de dor irão voltar.



Pesquisadores procuram, cada vez mais, comprovar que os ângulos existentes na coluna e na bacia são de grande relevância para o entendimento das lesões e das dores nas costas. Encontrar o melhor equilíbrio da bacia e da coluna é a saída para esse mal que persegue a humanidade. Para um melhor entendimento do nosso equilíbrio e da nossa postura, é importante sabermos como funcionam os músculos das costas e do quadril nesse contexto. A musculatura é a parte do nosso corpo que promove movimentos, proteção e estabilidade. Temos dois tipos de músculos que mantêm a nossa postura. O primeiro grupo são os mais profundos ou posturais. Como o nome diz, são mais internos, ficam próximos à coluna vertebral, são menores, têm funções específicas, auxiliam poucos movimentos e suportam nossas cargas e “abusos” com mais facilidade.

Eles economizam o trabalho do segundo grupo, que são os músculos externos, também chamados de dinâmicos. As características fisiológicas das fibras musculares dos músculos profundos são de grande resistência. Por isso, eles protegem e estabilizam a nossa coluna com mais facilidade.

Conhecer a coluna para prevenir e tratar patologias

É importante frisar que outros fatores ou alterações mecânicas (como artrose no quadril, artrose no joelho, uma perna maior que a outra, pés com deformidades, fraturas nos membros inferiores etc.) também poderão comprometer o equilíbrio da coluna vertebral. Mais uma vez fica claro que dar atenção ao paciente, ouvir tudo o que ele tem para nos contar sobre suas lesões do passado e dores atuais, além de fazer um questionário pertinente às nossas buscas clínicas serão a chave para um bom tratamento e para orientações precisas.

Uma das saídas para um programa preventivo de lesões degenerativa da coluna é encontrarmos as alterações da bacia e da coluna vertebral nas crianças e realizarmos tratamentos posturais que possam restabelecer as curvaturas normais e o melhor equilíbrio pélvico-lombar. Nos dias atuais, as crianças estão ficando mais tempo paradas e sentadas. Podemos estar passando por transformações sem notarmos. Os ângulos que determinam nossa postura podem estar se alterando e a população deve ser esclarecida para se envolver nesse processo.



Também propomos uma escala de aprendizado para a população sobre o programa qualitativo de fortalecimento dos músculos profundos da coluna vertebral associado ao fortalecimento dos glúteos médio e máximo e de todo o complexo do quadril. O mais importante é que pacientes e profissionais tenham consciência desses ângulos e posturas, que busquem esse ponto de equilíbrio. Ele é o ponto de partida para os tratamentos e principalmente para a prevenção das lesões degenerativas. Nós, profissionais, devemos com urgência realizarmos ações nesse sentido. Só assim poderemos tratar de forma mais definitiva essas lesões assim como preveni-las.

Com o entendimento da nossa postura e das possíveis lesões, fica claro também que a fisioterapia é mais ampla e complexa – diferente dos que pensam que reabilitar coluna é simplesmente infiltrar, estalar as costas e dizer que “colocou a coluna no lugar”, colocar o paciente em algum aparelho e pronto! Entender a doença, os sintomas, o mecanismo da dor e o paciente é fundamental para traçar um plano individual de tratamento. Uma vez que o paciente foi diagnosticado com alguma discopatia degenerativa, cabe ao fisioterapeuta definir o critério de escolha do tratamento. Essa triagem vai compreender aproximadamente oito condutas fisioterapêuticas que poderão ser usadas isoladamente ou em conjunto. Desse modo, fica claro que aquela fisioterapia que é feita igual para todo mundo dificilmente vai funcionar.

Fonte: ITC Vertebral

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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Discopatia Degenerativa


DISCOPATIA DEGENERATIVA
  
A discopatia degenerativa é um termo que tem sido usado com muita frequência nos laudos dos exames complementares. Entender como o disco se desgasta nos ajudará no tratamento e no comportamento dos pacientes. Neste capítulo, fazemos um breve resumo de como essa lesão se instala e, para isso, mostraremos as estruturas que compõem a degeneração.

São três estruturas que determinam o processo de degeneração:





1 – O núcleo pulposo é a parte central do disco e é composto de cartilagem que contém uma alta concentração de proteoglicanos. Essa proteína tem a capacidade de reter a água e, consequentemente, hidratar o núcleo pulposo, mantendo, assim, o centro do disco esponjoso e flexível. Dessa forma, nossos discos são capazes de absorver choques, traumas rotacionais e auxiliar os movimentos das vértebras.

2 – O anel fibroso retém o núcleo pulposo. Ele é formado por um traçado de fibras entre as suas próprias paredes que permite a movimentação da coluna para frente e para trás. Esse anel é composto por duas partes: uma interna, próxima ao núcleo, e outra externa, mais densa e espessa. A perda da integridade dessa parede leva à saída do líquido gelatinoso para o meio externo. Quando isso acontece, chamamos de hérnia de disco.




3 – A terceira estrutura é composta pela parte inferior e superior do corpo vertebral, chamada de placa terminal. Ela é composta de uma cartilagem muito semelhante às das nossas articulações, chamada de cartilagem hialina. O núcleo gelatinoso é contido pelo anel fibroso e a placa terminal da vértebra superior e da vértebra inferior. As duas placas terminais são importantes para manter a hidratação do disco, pois, por meio delas, ocorre o processo de difusão, suprindo, dessa forma, a falta de vascularização existente nos discos intervertebrais.


O que causa a discopatia degenerativa?

Não existe um consenso sobre a causa da degeneração discal. Olhando de maneira simplista, percebemos logo que são vários os motivos, principalmente entendendo o que explicamos anteriormente sobre a anatomia do disco e placa terminal. Alguns fatores são determinantes para a degeneração: a idade, as cargas compressivas, forças vibratórias, as posturas erradas, principalmente daqueles que mantêm o tronco à frente da linha de gravidade.coluna através dos anos

Alguns estudos científicos de grande relevância têm mostrado que a influência genética é determinante nas discopatias degenerativas. Efeitos nutricionais são também de grande relevância, pois o disco é o maior tecido avascular do nosso corpo. Na vida adulta, ele passa a ser nutrido por difusão, como abordamos anteriormente. Existem evidências científicas de que o fumo e a obesidade sejam causas dessas lesões e das dores nas costas.



As consequências da discopatia são a diminuição da altura do disco, a diminuição de sua elasticidade e a incapacidade de absorção de impacto. Essas características aumentam as chances de rachaduras nas paredes do anel fibroso, permitindo, assim, a saída do núcleo pulposo para o meio externo (hérnia de disco). É muito comum que, nesses casos, haja instabilidade no segmento afetado. Dessa forma, os músculos externos passam a trabalhar involuntariamente no sentido de tentar estabilizar a coluna. Esses músculos, em geral, não têm muita resistência. Com isso, eles se fadigam e provocam dores nas costas.



Conforme citamos anteriormente, o envelhecimento contribui significativamente para a degeneração dos discos intervertebrais. Os profissionais de saúde devem encarar com mais simplicidade esse processo de desgaste. Ou seja, o envelhecimento, o desgaste das vértebras e a desidratação dos discos são fatores que ocorrerão em todos nós. Com o aparecimento da ressonância nuclear magnética, o diagnóstico das discopatias ficou mais fácil e cômodo para os profissionais de saúde. Mas isso não significa que toda imagem com características de desgaste vertebral ou toda dor na coluna vertebral sejam motivos de pânico ou condutas radicais.



Muitos pacientes sofrem de dores nas costas, independente das lesões degenerativas. As dores podem ser causadas por outros motivos, e não por causa das imagens apresentadas, assim como muitas pessoas têm, durante toda a vida, grandes lesões degenerativas e nunca se queixaram de dor. Cabe aos médicos e aos fisioterapeutas terem mais cautela nas explicações dadas aos pacientes e familiares, como também nas condutas ministradas aos pacientes, principalmente quando for indicar cirurgias. Sabemos que menos de 5% dos pacientes portadores de lesões degenerativas necessitam de cirurgia. Minha orientação para os meus pacientes é de que eles estejam sempre acompanhados por um verdadeiro especialista em coluna vertebral.

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Doenças da Coluna - Whiplash



O QUE É WHIPLASH?



Whiplash é um prejuízo para os tecidos moles do pescoço. Whiplash é uma lesão de estiramento dos músculos e ligamentos do pescoço para além dos limites normais de movimento. Existe muitas vezes dor e rigidez no pescoço durante os primeiros dias após uma lesão whiplash. A dor também pode ser sentida em grupos musculares próximos: na cabeça, tórax, ombros e braços.

CAUSAS DA WHIPLASH

Quando um veículo pára de repente, em um acidente ou quando atingido por trás, o cinto de segurança ira manter o corpo de uma pessoa a ser atirada para frente. Mas a cabeça segue o movimento brusco para frente e, em seguida, para trás, causando whiplash. Esse mecanismo também pode ocorrer em esportes de alto impacto como: futebol americano, boxe, entre outros.

SINTOMAS DA WHIPLASH

A dor de whiplash pode não aparecer logo após um acidente, mas por vezes pode demorar horas para se desenvolver e depois permanecer por vários dias. Os sintomas incluem tonturas, dores de cabeça, dor ou rigidez no pescoço, mandíbula, ombros, ou braços.

DIAGNÓSTICO E EXAMES

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

TRATAMENTO PARA WHIPLASH

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral, Exercícios de Pilates e treinamento funcional . Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

Etapas do tratamento

FISIOTERAPIA MANUAL

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.


PILATES e TREINAMENTO FUNCIONAL


Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de musculação que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (potência aeróbica, força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados por fisioterapeuta.


Pilates

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.


Fisioterapia convencional

Fisioterapia Traumato- Ortopédica: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Cinesioterapia, Hidroterapia, Massagem.

Medicamentosos

Geralmente com injeções de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares na fase aguda e o controle com medicamentos orais, para os mesmos fins, para a fase crônica.


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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Doenças da Coluna - Protrusão Discal


SOBRE A DOENÇA

O QUE É PROTRUSÃO DISCAL



O Dicionário Médico Ilustrado Dorland define a hérnia como sendo a protrusão anormal de um órgão ou outra estrutura do corpo através de um defeito ou uma abertura natural em um invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso. Portanto, toda hérnia é uma protrusão. Mas nem toda protrusão é uma hérnia.

Para que se constitua em hérnia, a protrusão discal deve ir além da abertura natural do invólucro, cobertura, membrana, músculo ou osso; ou rompê-lo. Essa é a diferença entre protrusão discal e hérnia de disco. Na chamada protrusão discal, o disco não rompe o anel fibroso. Na hérnia discal ocorre ruptura do anel fibroso em volta do disco intervertebral, e projeção do disco além desse anel, saindo da cavidade que o contém, conforme mostrado na figura abaixo.


SINTOMAS DA PROTRUSÃO DISCAL

Esta lesão é caracterizada por dor local, que é aumentada pelo tossir e espirar, pelo espasmo da musculatura paravertebral e antalgia da coluna lombar. Quando ocorre pressão nas raízes nervosas vertebrais, cria-se uma dor que se irradia pela perna. Essa compressão nervosa pode acarretar déficit de força muscular nos membros inferiores
Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos).


CAUSAS DA PROTRUSÃO DISCAL

Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir e realizar freqüentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar. Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas, aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas. (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996)

Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:

  • Trabalho físico pesado
  • Postura de trabalho estática
  • Inclinar e girar o tronco freqüentemente
  • Levantar, empurrar e puxar pesos
  • Trabalho repetitivo
  • Vibrações
  • Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992)



DIAGNÓSTICO E EXAME

O diagnóstico da protrusão discal pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.


TRATAMENTO DA PROTRUSÃO DISCAL

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, Estabilização Vertebral, Exercícios de Pilates e treinamento funcional . Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.

Etapas do tratamento

FISIOTERAPIA MANUAL

A disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação. É por isso que o tratamento frequentemente começa com este procedimento visando diminuir a dor e o espasmo muscular ou aumentar a mobilidade dos tecidos moles. Esses procedimentos auxiliares podem também tornar mais fácil a realização da mobilização das articulações, produzindo um efeito mais duradouro. Dentre as técnicas de fisioterapia manual utilizamos a Osteopatia, Maitland, Mulligan e mobilizações articulares.


ESTABILIZAÇÃO VERTEBRAL

Durante o primeiro mês de tratamento utilizamos também a técnica de estabilização vertebral que foi desenvolvida na Austrália com o objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. Para isso contamos com o equipamento Stabilizer.


PILATES e Treinamento Funcional


Após o término das sessões previstas é fundamental buscar alternativas para manter os benefícios decorrentes do tratamento. Serão necessários estímulos frequentes e graduais que garantam a integridade das estruturas músculo-esqueléticas envolvidas e previnam contra novas crises. A opção eficiente e segura é um programa de exercícios de musculação que incluem os principais componentes da aptidão física relacionados à saúde (potência aeróbica, força e flexibilidade) ajustados de acordo com a especificidade da situação e supervisionados por fisioterapeuta.


Pilates

É um método que preconiza alcançar um desenvolvimento do corpo de forma uniforme, objetivando uma melhora no condicionamento físico e mental com exercícios globais, isto é, que exigem um trabalho do corpo todo, utilizando diferentes aparelhos e equipamentos.

Através dos seus princípios, concentração, fluidez, controle, respiração, centro de força, postura o praticante do método irá melhora sua consciência corporal, flexibilidade, equilíbrio e força muscular.


Fisioterapia convencional
Fisioterapia Traumato- Ortopédica: Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Cinesioterapia, Hidroterapia, Massagem.

Medicamentosos

Geralmente com injeções de analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares na fase aguda e o controle com medicamentos orais, para os mesmos fins, para a fase crônica.

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quarta-feira, 28 de março de 2018

Doenças da Coluna - Osteopenia e Osteoporose


SOBRE A DOENÇA 



O osso é constituído por três tipos de célula que são responsáveis pela formação, regulação e reabsorção da estrutura óssea. Os osteoblastos são células novas que formam a estrutura óssea, os osteócito são células maduras que regulam a quantidade de minerais (Cálcio) no tecido ósseo e os osteoclasto reabsorvem as células “gastas e velhas”. Um osso saudável apresenta equilíbrio entre estas três células e consegue manter sua estrutura forte para absorver impacto e a carga que nosso corpo necessita para realizar suas funções. Entretanto existem fatores que podem interferir neste equilíbrio, quando isto ocorre atingindo a função dos osteócitos pode levar a uma diminuição considerável na quantidade de Cálcio do osso, recebendo o nome de osteopenia. A osteopenia não é doença e pode ser corrigida. Se permanecer por longo período, pode evoluir para a osteoporose.

A osteopenia é, portanto a diminuição de massa óssea, causada pela perda de cálcio, podendo ter, como conseqüência, a osteoporose.


O QUE É OSTEOPOROSE?

A osteoporose é uma doença metabólica do tecido ósseo, caracterizada por perda gradual de massa, enfraquecendo os ossos por deterioração da microarquitetura tecidual devido à perda progressiva de elasticidade e homogeneidade, tendo como conseqüência a diminuição da quantidade óssea, tornando-os frágeis e suscetíveis às fraturas.

Nos estágios iniciais da osteoporose, a perda de massa óssea é assintomática. Quando a perda óssea é mais significativa e já acarreta alterações clínicas, observa-se uma diminuição da estatura e aumento da cifose dorsal, devido a deformidades por compressão, ou fratura das vértebras. Como consequência de quedas, macro traumas ou mesmo traumas de baixo impacto, podem ocorrer também fraturas dos ossos longos (fêmur e radio).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) *, os critérios para diagnóstico da osteoporose de acordo com a Densidade Mineral Óssea (DMO) são:

Normal: o valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
Osteopenia: o valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
Osteoporose: o valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
Osteoporose estabelecida: (fraturas): o valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.


FATORES DE RISCO

De acordo com o Guarniero e Oliveira (2004) e o Ministério da Saúde (2002:515), vários fatores de risco estão associados à osteopenia e consequentemente com a osteoporose, como a idade avançada (+ de 65 anos), história prévia de fratura, imobilização prolongada, o baixo peso, o sexo feminino, a hereditariedade caucasiana, os fatores genéticos, os fatores ambientais (consumo abusivo de álcool, cafeína, tabagismo e drogas), além da baixa ingestão de cálcio, do estado menstrual (menopausa precoce, menarca tardia ou amenorréias) e as doenças endócrinas.

MÉTODOS PROPEDÊUTICOS PARA AVALIAÇÃO DA OSTEOPOROSE

Radiologia
Densitometria óssea
Tomografia computadorizada
Marcadores biológicos do metabolismo ósseo



TRATAMENTO PARA OSTEOPENIA E OSTEOPOROSE

Medicamentos específicos que aumentem a absorção do cálcio e sua deposição nos ossos, suplementação de cálcio, vitamina D.

Na osteoporose instalada é importante que sejam adotadas medidas simples para se evitar quedas tais como retirar tapetes, disposição adequada de móveis, evitar o uso indiscriminado de tranquilizantes.

Hoje em dia está nascendo uma nova arquitetura para pessoas da terceira idade que evita a queda e o esforço em demasia respeitando as características desta população que, em breve, será a maioria.

Outro fator importante na terapia da osteoporose é a introdução de exercícios adequados e a exposição ao sol como terapia adjuvante. Não se deve proibir o portador de osteoporose de andar, caminhar, tomar sol pelo medo da fratura, mas adequar sua vida e reduzir seus riscos. O Pilates é muito indicado para essa população.

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quarta-feira, 14 de março de 2018

Doenças da Coluna - Modic

MODIC

SOBRE A DOENÇA



Esse é o nome dado a alterações degenerativas na coluna vertebral encontradas em achados de ressonância magnética, identificadas e classificadas em três graus distintos pelo dr. Michael Modic, no ano de 1988.

Modic Tipo I – Alterações em forma de edema no platô vertebral adjacente a um disco que apresente degeneração.

Modic Tipo II – Quando, além do edema, existe substituição gordurosa no platô vertebral acometido.

Modic Tipo III – Nível máximo de degeneração apresentando esclerose óssea, que é um aumento na massa (endurecimento) da densidade do osso em uma camada imediatamente abaixo da cartilagem articular. O desgaste do platô vertebral, que caracteriza a alteração Modic, se dá devido à sobrecarga sofrida por causa da degeneração do disco intervertebral, que não consegue mais proteger a estrutura óssea da vértebra contra os impactos decorrentes de nossas atividades diárias.

modicExistem pesquisas recentes que sugerem a existência de fatores químicos relacionados ao processo inflamatório que influenciam na causa da dor. Além dessas substâncias químicas presentes no processo inflamatório, novas terminações nervosas seriam criadas na Placa Terminal Cartilaginosa e essas seriam corresponsáveis pela percepção da dor no Modic I. Porém, são apenas hipóteses, por enquanto.

É importante lembrar que o Modic bem como muitos outros achados degenerativos na coluna vertebral aparecem como consequência do nosso processo natural de envelhecimento e estão relacionados à nossa propensão genética ao desgaste e relacionados aos cuidados que temos com a nossa coluna. Os sinais clínicos são semelhantes aos de outras lesões degenerativas na coluna vertebral, como dores na coluna que provocam disfunções mecânicas e posturais adaptativas e aumento da tensão muscular adjacente.

TRATAMENTO PARA MODIC

Como formas principais de tratamento, temos a administração fármacos prescritos pelo médico especialista para combater o processo inflamatório e aliviar as dores. Como tratamento fisioterapêutico, devemos utilizar técnicas de fisioterapia manual, assim como a descompressão discal, visando à melhoria da nutrição cartilaginosa e do aporte sanguíneo local. Diante da diminuição dos sinais clínicos, devemos iniciar exercícios para melhoria do controle motor nas zonas onde forem detectadas deficiências funcionais.

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terça-feira, 6 de março de 2018

Doenças da Coluna - Lombalgia


SOBRE A DOENÇA

O QUE É LOMBALGIA?



Lombalgia tratamento com fisioterapia

Denomina-se de Lombalgia, o conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região lombar, decorrente de alguma anormalidade nessa região. Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem. De acordo com vários estudos epidemiológicos, de 65% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia ao longo da vida, com incidência entre 40 e 80% da maioria das populações estudadas.

SINTOMAS DA LOMBALGIA

Os sintomas mais comuns da lombalgia são citados como uma dor lombar, que corresponde à região mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. Apresenta-se geralmente de começo discreto, com intensidade aumentando progressivamente e agravando com a mobilidade da região. Acompanha comumente a estas situações, algum grau de contratura muscular.
As crises dolorosas geralmente apresentam-se em um ciclo de dor que duram alguns dias, podendo em alguns casos tornar-se constante ou desaparecer, retornando depois de algum tempo.

Durante a crise dolorosa, a permanência em alguma forma de postura, seja sentado ou em pé, provoca o aparecimento da dor. A persistência dos sintomas ocasionalmente passa a ser um fator extremamente limitante sob o ponto de vista social, afetivo ou profissional, gerando grandes distúrbios secundários, como os de ordem emocional.

Em termos etiológicos, a lombalgia é um processo eminentemente clínico, onde os exames complementares devem ser solicitados apenas para confirmação da hipótese diagnóstica.

CAUSAS DA LOMBALGIA

Inúmeras circunstâncias (fatores de risco) contribuem para o desencadeamento e cronificação das síndromes lombares, tais como: fatores genéticos e antropológicos, psicossociais, obesidade, fumo, atividades profissionais, sedentarismo, maus hábitos posturais, síndromes depressivas, trauma, gravidez, trabalho repetitivo, entre outras.

DIAGNÓSTICO E EXAMES

O exame clínico é suficiente para o diagnóstico. O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.

TRATAMENTO PARA LOMBALGIA

O tratamento da lombalgia pode ser realizado com a Reconstrução Músculo-articular da Coluna vertebral, quiropraxia, massoterapia especializada e pilates.

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Doenças da Coluna - Instabilidade Vertebral

INSTABILIDADE VERTEBRAL

SOBRE A DOENÇA

INSTABILIDADE VERTEBRAL



deslizamento da vertebral. A estabilidade da coluna depende de elementos estáticos e dinâmicos, segundo Bisschop (2003). Os elementos ditos estáticos são os corpos vertebrais, as articulações facetarias bem como suas cápsulas articulares, os discos intervertebrais e os ligamentos espinhais. Na presença de um trauma o efeito estabilizador do elemento estático pode diminuir, pois é alterado o arco de movimento, em sua fase inicial onde há apenas uma pequena tensão interna, denominado zona neutra, ou seja, no início do movimento. A partir daí é necessário a ativação dos elementos dinâmicos no intuito de prevenir a instabilidade. Nos elementos dinâmicos estão presentes os sistemas miotendíneo espinhal e a fáscia tóraco-lombar. Então segundo estudos efetivados por O’Sullivan (2000), a instabilidade da coluna lombar acontece porque há uma inconstância do segmento móvel secundário à lesão e acometimento dos elementos dinâmicos deixando vulnerável a zona neutra.

Em uma visão menos complexa, pois segundo estudos realizados por Hides et al (1996) este fator é um dos que contribuem para instabilidade da coluna lombrar, o desequilíbrio entre os extensores e flexores é um forte indício para desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar, dentre ele a instabilidade da coluna vertebral (LEE, 1999 apud KOLYNIAK et al, 2004). Para Hides et al (1996) o multífido é o músculo diretamente ligado a instabilidade lombar, uma vez que ele é o principal músculo estabilizador dessa região e toda lesão neste leva a efeitos diretos sobre a estabilização segmentar vertebral lombar. Gill e Callaghan (1998 apud IMAMURA et al, 2001) identificaram déficit significante de propiocepção na coluna vertebral na presença de distúrbios lombares. Fator este relevante uma vez que a coordenação muscular e o equilíbrio fisiológico dos músculos agonistas e antagonistas, promovem esta propriocepção. Leinonen et al (2003), complementando os estudos de Hide et al (1996) e Gill e Callaghan (1998 apud IMAMURA et al, 2001), relatam a atrofia do multífido na presença de lombalgia sugerindo que este fato teria um efeito nos receptores musculares prejudicando a propriocepção lombar. Ebrahime et al (2005) em seus estudos detectaram fadiga nos músculos extensores lombar em indivíduos com dor lombar, instabilidade lombar sintomática. Enquanto que, às vezes, um único mecanismo é responsável por um determinada lesão, com certa freqüência os mecanismos responsáveis por uma lesão são muitos e variados. A categorização dos mecanismos de lesão baseia-se em conceitos mecânicos, respostas teciduais ou uma combinação dos dois. Alguns autores identificam sete mecanismos básicos da lesão: contato ou impacto, sobrecarga dinâmica, uso excessivo (overuse), vulnerabilidade estrutural, inflexibilidade, desequilíbrio muscular e crescimento rápido. Existem outros fatores que influenciam que é : idade (durante os anos de formação e com o passar dele vem a degeneração), sexo ( hormônios, sociologia etc.) genética (que influenciam a composição da matriz tecidual tendo degeneração dos discos, rupturas, artroses etc.), estado fisiológico e condição física, nutrição, estado psicológico, fadiga, ambiente (clima, terreno, altitude etc.), equipamento e medicamento.


SINTOMAS DA INSTABILIDADE VERTEBRAL

A dor, que é entorpecida, limitante, profunda e geralmente constante, pode estar localizada na área média da coluna, ou pode se irradiar para as nádegas ou membros inferiores. Raramente se irradiam além dos joelhos e evidências de pressão nervosa geralmente estão ausentes.
A sensação dolorosa piora quando o paciente se mantém por longos períodos em uma só posição, por exemplo, em pé ou sentado e a alteração da postura, por exemplo, deitando-se ou arqueando a coluna, pode aliviar a dor.
A coluna é vulnerável a qualquer movimento forçado ou inesperado, como no levantamento ou torção do tronco, que pode resultar em uma tensão aumentada sobre os tecidos moles circundantes, especialmente sobre os ligamentos longitudinais anterior e posterior das articulações.


CAUSAS DA INSTABILIDADE VERTEBRAL

Ela ocorre em ambos os sexos, geralmente na terceira ou quarta décadas e envolve o disco L4 ou menos comumente o disco L5. Este tipo de instabilidade geralmente acompanha alterações degenerativas no disco e nas articulações zigoapofisárias.
A instabilidade também pode ocorrer em pacientes com espondilolistese após trauma ou pós-operatoriamente após uma descompensação de uma estenose da coluna lombar, todas estas causas sendo evidentes nas radiografias. Uma perda da função muscular é um achado concomitante comum.


DIAGNÓSTICOS E EXAMES

Os sinais clínicos podem ser difíceis de esclarecer, especialmente se a amplitude de movimentos geral da coluna for normal, apesar de certas vezes ser possível se encontrar alguma perda na amplitude esperada de flexão ou extensão.
A instabilidade mecânica pode produzir dor na movimentação ativa, tipicamente como um arco de dor, que pode ocorrer tanto durante a flexão ou se o paciente se estender a partir de uma posição fletida.
Uma sensibilidade pode ser encontrada localmente sobre o segmento da coluna.

Investigações

O diagnóstico necessita ser confirmado pelas radiografias, são a demonstração da instabilidade em todos os planos de movimento da coluna. Nas radiografias laterais, com o paciente em extensão e flexão total, o movimento anormal com perda do mecanismo normal de rolamento pode ser detectado. A vértebra superior pode se mover para frente sobre a inferior durante flexão, e pode estar associada a um estreitamento da parte anterior do disco. Alternativamente, um movimento de deslizamento posterior excessivo da vértebra superior pode ocorrer à extensão lombar.
Existe o teste clínico do “Cisalhamento” que provoca movimentos vertebrais antero-posteriores quando o achado é positivo.

TRATAMENTO PARA INSTABILIDADE VERTEBRAL

  • Estabilização Vertebral
  • Pilates
  • Musculação


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Doenças da Coluna - Fibromialgia



SOBRE A DOENÇA 

Fibromialgia consiste em um quadro patológico no qual o paciente apresenta dores não inflamatórias generalizadas e intermitentes, sendo observadas mais intensamente em pontos específicos corpóreos denominados como “tender points”, zonas específicas de maior incidência dolorosa em que o terapeuta avalia por meio de um exame palpatório. Esta enfermidade está comprovadamente relacionada a disfunções quanto a produção e recepção de determinados neurotransmissores pelo organismo, assim como nota-se uma série de características presentes entre os portadores. Normalmente são pessoas submetidas a um estresse prolongado, quadro depressivo, transtornos de ansiedade, morbidades adquiridas, maus hábitos alimentares, vida monótona, problemas de cunho familiar, conjugal ou laboral, dentre outros.

Por se tratar de um quadro em que o organismo está ativo abaixo dos níveis essenciais para um bom funcionamento, fatores estruturais também merecem respaldo. Em um corpo depressivo e com dor há muito tempo, a musculatura fica comprometida e, consequentemente, a sustentação do corpo também é alterada. Dessa forma, alguns distúrbios de coluna podem se instalar, como o aumento das dores locais bem como o surgimento de um quadro degenerativo (artrose ou hérnia discal).

TRATAMENTO PARA FIBROMIALGIA

É indispensável a manutenção do condicionamento musculoesquelético associado a reabilitação psicoterapêutica, além de correções de hábitos de vida e alimentares que podem estar interferindo na produção dos neurotransmissores em questão.
O Pilates é muito recomendado para o alívio das dores.

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