sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Alívio da dor no joelho


A dor nos casos mais simples é limitada a 2 ou 3 dias, sendo recomendadas as seguintes orientações:

1. Uso de compressas geladas:

Aplique por 5 a 15 minutos, de 2 a 3 vezes por dia, em casos de entorses, tendinites, quedas e pancadas. Abaixar a temperatura do tecido afetado promove um efeito analgésico, além de diminuir o inchaço (se existente) e reduzir a inflamação no local.

2. Drenagem corporal:

Quando estiver deitado ou sentado no sofá coloque uma almofada e eleve a perna dolorida para melhorar a circulação e aliviar a dor.

3. Realizar massagem:

Também com o pé apoiado você pode massagear ao redor do joelho, promovendo uma melhor circulação.

4. Alongar as articulações:

Realize alongamentos suaves na perna dolorida flexionando sem muito esforço com apoio de uma cadeira para não cair.

Se após a realização de medidas simples como estas, seu joelho continuar dolorido e incomodando é importante procurar um auxílio de um especialista em joelhos, podendo ser o fisioterapeuta ou o ortopedista, para avaliar a condição do joelho, e estabelecer um tratamento correto para a origem da dor.

Veja abaixo mais dicas para aliviar a dor nos joelhos:

  • Evite permanecer muito tempo em pé, sentado ou na mesma posição;
  • Durma com travesseiro entre os joelhos;
  • Use calçados baixos com amortecimento;
  • Faça exercícios que fortaleçam a musculatura;
  • Para pés chatos use palmilhas especiais;
  • Mantenha o peso ideal para não sobrecarregar o joelho;
  • Use os medicamentos prescritos pelo médico para alívio de dores e da inflamação;
  • Busque orientação sobre aos exercícios mais adequados para a sua situação;
  • A alimentação selecionada também pode contribuir para um melhor efeito anti-inflamatório. Por isso, evite alimentos doces e gordurosos, pois eles agravam a inflamação, dê preferência aos alimentos como gengibre, peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum e sardinha) e sementes de chia.

Remédio para dor no joelho

Normalmente, o primeiro comportamento de uma pessoa acometida por uma dor nos joelhos é procurar por alguma forma de tratamento medicamentosa. A dor pode ser, em grande parte dos casos, tratada com o uso de medicamentos anti-inflamatórios, mas que devem ser prescritos pelo médico e não administrados sem qualquer orientação profissional.

Anti-inflamatórios podem causar danos, sobretudo, a pessoas com sensibilidade estomacal. Nesses casos, os tratamentos alternativos são válidos, como o uso de medicamentos homeopáticos, compressas quentes na região e o enfaixamento do joelho para repouso.

Além do remédio para dor no joelho, o paciente também pode incluir os próprios alimentos com propriedades anti-inflamatórias nas suas refeições diárias. É o caso do gengibre, do salmão e das sementes de chia, por exemplo. Ao mesmo passo, os alimentos açucarados devem ser evitados, uma vez que agravam as inflamações em diversas partes do corpo.

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estrutura do Joelho



O joelho é uma articulação bem complexa que exige certa flexibilidade e estabilidade ao mesmo tempo. Para que seja funcional, ele conta com estruturas importantes de estabilização. Em contrapartida, o joelho pode ser afetado por diversas lesões, sendo algumas delas as torções ou entorses, as contusões, os traumas ou o desgaste. Esses diagnósticos podem comprometer a viabilidade de ligamentos, cartilagens, tendões, bursas e meniscos.

Quando surge uma dor na região, ela é provocada pelo uso excessivo dos joelhos ou falta de preparo adequado para uma atividade física que exija muito da articulação. Sua origem pode estar ligada às estruturas que envolvem o joelho, como ligamentos, tendões e bursas (revestimento), ou nas que formam a própria articulação, especificamente os ossos (fêmur, tíbia e fíbula), cartilagem (menisco) e músculos.

 Afinal, o que pode ser a dor no joelho?

A dor no joelho pode envolver diferentes afecções. Algumas delas podem incluir:

  • Distensão ou entorses;
  • Tendinites e bursites;
  • Desgaste nos meniscos;
  • Rompimento de cartilagem, menisco e ligamentos;
  • Doenças reumáticas: artrite reumatoide, osteoartrite, artrose, lúpus e gota;
  • Infecções no joelho;
  • Síndrome da dor patelo-femural;
  • Quanto às lesões traumáticas, elas afetam comumente ligamentos e menisco, enquanto que as não traumáticas afetam a articulação como um todo. A característica da dor tem relação com a estrutura que está sendo comprometida: desconforto ao andar, incapacidade de dobrar o joelho, inchaço, deformidade e dor forte.

Fatores importantes do desenvolvimento da dor no joelho

Certos fatores predispõem a dor no joelho, como: falta de estabilidade de estruturas, desalinhamento de membros inferiores e sobrecarga por exercício intenso ou por sobrepeso, além do próprio desgaste do joelho em idosos, que tendem a ter a articulação mais vulnerável a lesões. Outros motivos relacionados à dor são:

 Estabilidade: fraqueza muscular ou mau funcionamento de algumas estruturas podem sobrecarregar o joelho.

 Desalinhamento: desvio biomecânico que aumenta a pressão em determinados pontos do joelho.

 Sobrecarga: o excesso de peso e o enfraquecimento muscular favorecido pelo sedentarismo são prejudiciais para a saúde dos joelhos, assim como o excesso de exercícios físicos intenso.

 Idade: a fraqueza muscular e a redução da nutrição da cartilagem por si só promovem o desgaste do joelho.

 Traumas: impactos no joelho, principalmente em jogadores de futebol, em razão da alta exigência da articulação.

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dor no Joelho



A dor no joelho é um sintoma bastante comum que pode afetar pacientes de todas as idades. De intensidade e duração bastante variadas, o desconforto no joelho pode se apresentar em ambos os lados – joelho direito e esquerdo -, bem como ser capaz de produzir inchaço e dificuldade no movimento.

A maioria das lesões no joelho tem relação direta com a prática esportiva, principalmente em atletas, corredores e jogadores de futebol, que demandam intenso esforço da articulação.

Em relação ao gênero, a dor se manifesta de modo igualmente proporcional e da mesma forma, quando relacionada a doenças sistêmicas, que podem afetar os dois joelhos.

No entanto, a origem das lesões costuma ser diferente. Nas mulheres as lesões são mais traumáticas e nos homens relacionadas a traumas, contusões ou sobrecarga.
dor-no-joelho

 O diagnóstico muitas vezes é de rápida resolução, mas alguns casos podem ser mais trabalhosos, devido à complexidade das estruturas envolvidas, sendo necessário à utilização de exames de imagem, como radiografias e ressonância magnética para se avaliar o tipo de problema que está afetando o joelho.

Vale a pena ressaltar que dependendo da origem e da estrutura comprometida o desconforto pode dificultar os movimentos.

Dor do lado de dentro do joelho: esta relacionada a problemas de desalinhamento dinâmico como lesões ligamentares, meniscais, tendinopatias (pata de ganso) ou degenerações articulares;

Dor do lado de fora (lateral) do joelho: bastante comum em atletas e corredores tem relação com a Síndrome do trato iliotibial ou sobrecarga por atrito na face lateral da coxa, bem como lesões em menisco lateral, degeneração articular, entre outras. Nesse caso, se o indivíduo tiver dificuldade em dobrar o joelho em um ângulo de 45º é possível que o problema esteja em estruturas laterais da articulação.

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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dor nos joelhos: causas e tratamento





A partir do momento em que colocamos muita carga sobre os joelhos por meio de atividade física ou do sobrepeso, aparecem os problemas. O joelho é composto pelo osso da coxa (fêmur), que tem uma base constituída de duas saliências arredondadas (côndilos), assentados na parte superior e relativamente plana da tíbia. A patela é um osso pequeno e arredondado que fica sobre o sulco vertical entre os côndilos e dá força à articulação.

A dor no joelho geralmente desaparece após o tratamento, mas se o paciente estiver acima do peso ou apresentar desalinhamentos no membro inferior, pode trazer maiores riscos de recidiva. Ela pode ser causada por inúmeros problemas: artrite, artrose, bursites, tendinites, luxação patelar, lesões meniscais ou ligamentares no joelho, rompimento da cartilagem, desgaste, distensão, infecção articular, síndrome da banda iliotibial, entre outros.

Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, sem cirurgia, e envolve atividade física e acompanhamento de um fisioterapeuta e médico. O tratamento fisioterapêutico pode ser um aliado para avaliar a dor, melhora da força, equilíbrio e coordenação, já que o especialista irá trabalhar com os movimentos necessários para recuperar o joelho.

Cuidados especiais

  • . Só use calçados baixos e que possuam um bom sistema de amortecimento.

  • . Tente não ficar de pé por muito tempo.

  • . Coloque um travesseiro entre os joelhos ao dormir.

  • . Procure fortalecer os músculos dos joelhos e quadris com exercícios físicos orientados.

  • . Faça aquecimento antes de se exercitar.

  • . Se houver inchaço, levante ao máximo o joelho e use compressas de gelo.

  • . Se houver inflamação, aplique gelo três a quatro vezes ao dia.

  • . Procure estar sempre no seu peso ideal.

  • . Evite atividades que possam agravar a dor no joelho.
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Fonte: Instituto Trata






segunda-feira, 31 de julho de 2017

OSTEOPOROSE: ENTENDA COMO O PILATES ATUA NESTA PATOLOGIA



Quando uma pessoa envelhece, seu corpo pode acarretar diversas patologias que prejudicam a saúde como é o caso da osteoporose. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 10 milhões de pessoas possuem esta patologia no País, onde 75% dos casos atingem as mulheres. Uma pessoa quando possui osteoporose, corre mais riscos de fraturas no corpo por conta da fragilidade em que os ossos se encontram. Por isso é muito importante que essa pessoa busque um tratamento adequado para que possa viver sem futuros problemas relacionados à osteoporose.

O que nem todos sabem é que o Pilates pode ajudar (e muito) no tratamento da osteoporose, pois seus exercícios fortificam o corpo e dão maior condicionamento ao ser humano. Sendo assim, você irá descobrir agora o que é a osteoporose, quais os fatores de risco que levam à esta patologia, como o ser humano pode diagnosticar a doença e de que forma o Pilates ajuda no tratamento do mesmo. Confira!

O que é Osteoporose

A osteoporose é uma doença metabólica que acomete os ossos do ser humano. Esta doença é silenciosa e apenas consegue ser diagnosticada através de um exame especializado chamado de Densitometria óssea. Quando uma pessoa possui a osteoporose, sua massa óssea sofre uma desorganização no tecido deixando o osso então mais frágil, desta forma, ficando mais fino e oco tornando-o mais propenso a fraturas.

Existem dois tipos de osteoporose que são: Osteoporose primária e Osteoporose secundária.

Osteoporose Primária: esta osteoporose é dividida em dois tipos onde a tipo 1 é conhecida por “pós-menopausa”, pois faz com que a pessoa tenha uma rápida perda da massa óssea neste período, podendo causar fraturas das vértebras e do rádio distal.

Já a do tipo 2 está relacionada ao envelhecimento e ocorre pela falta de cálcio do corpo além da perda proporcional dos ossos cortical e trabecular.

Osteoporose Secundária: ocorre por conta de problemas como alterações endócrinas, hipertireoidismo, artrite reumatoide, entre outros motivos.

Além dessas formas, existe a osteoporose infantil que também é dividida em duas formas sendo:

Forma Infantil Maligna: é conhecida por ser bem grave e adquirida nas crianças quando os pais possuem um gene anormal. Esta osteoporose é descoberta no nascimento e pode levar à morte.

Forma Intermediária: apesar de ser menos grave, pode acometer crianças com menos de 10 anos podendo haver o risco de menor expectativa de vida dos mesmos caso esta patologia não seja tratada corretamente.

Fatores de risco que causam osteoporose

Existem diversos motivos que podem causar a osteoporose, entre eles podemos citar:

  • Idade avançada;
  • Etnia branca;
  • Sexo feminino;
  • Tabagismo;
  • Hereditariedade;
  • Baixa estatura;
  • Baixo peso;
  • Sedentarismo;
  • Níveis reduzidos de estrogênio (designação genérica dos hormônios cuja ação está relacionada com o controle da ovulação e com o desenvolvimento de características femininas);
  • Doenças endócrinas (é o conjunto de glândulas responsáveis pela produção dos hormônios);
  • Reumatoide (uma doença inflamatória crônica que afeta muitas articulações, incluindo as das mãos e dos pés);
  • Baixa exposição ao sol;
  • Baixa ingestão de cálcio;
  • Baixa ingestão de vitamina D;
  • Uso prolongado de medicamentos como coagulantes e anticonvulsivantes;
  • Menopausa;
  • Alcoolismo;
  • Imobilização prolongada;
  • Má nutrição;
  • Dieta com alta ingestão de fibras;
  • Dieta com alta ingestão de fosfatos;
  • Dieta com alta ingestão de proteínas.

Todos esses fatores podem contribuir para o surgimento da osteoporose causando diversos problemas ao ser humano.

Diagnosticando a osteoporose

Dificilmente a osteoporose será diagnosticada logo de início, porém com o passar do tempo, o indivíduo que possui a patologia poderá sentir algumas mudanças. Em geral, a perda óssea irá ocorrer gradualmente com o passar dos anos onde na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes mesmo de se dar conta da presença da osteoporose. Com o decorrer do tempo, a pessoa poderá sentir determinadas diferenças corporais como: alterações na postura, dificuldade em alcançar objetos altos, abdômen mais proeminente, dor nas costas e fraturas. As alterações na postura podem ser percebidas a partir do momento em que o corpo começa a ficar envergado, muitas vezes causando dores e desconfortos. Além disso pode-se notar também os ombros caídos deixando o corpo todo desajustado. Por conta desses desvios, alcançar objetos mais altos torna-se mais difícil e esticar o corpo se torna algo doloroso. Além disso, as dores nas costas tornam-se frequentes atacando principalmente a região lombar e dorsal. Sendo assim, é importante estar atento aos sintomas do corpo para que a osteoporose seja diagnosticada cedo e o tratamento seja mais eficaz.

Prevenindo a osteoporose

Para prevenir a osteoporose é importante que o indivíduo tenha muita atenção na dieta que deve ser balanceada, e rica em cálcio e vitamina D, além disso, é importante também praticar atividades físicas para que o corpo não fique sedentário. Evitar o uso de bebidas alcoólicas e o tabagismo também ajuda na prevenção da osteoporose garantindo um organismo mais saudável e livre de doenças. Já para quem já possui osteoporose, o mais importante é evitar lesões usando calçados antiderrapante e sem saltos, não andar em casa apenas de meias, não andar em locais mal iluminados, não utilizar tapetes em casa e levantar-se devagar para que não haja tonturas repentinas.
Desta forma você evitará a osteoporose e caso já possua esta patologia, evitará fraturas.

Pilates no tratamento da osteoporose



O Método Pilates foi criado por Joseph Pilates com o objetivo de reabilitar e fortalecer o corpo, além de condicionar o mesmo. Quando realizado com o intuito de reabilitar, o Pilates pode ajudar no tratamento de diversas patologias garantindo a melhora do quadro clínico e aliviando dores. No tratamento da osteoporose o Método também é muito eficiente, pois seus exercícios reabilitam o corpo, melhorando gradativamente os problemas causados pela patologia. Realizando os exercícios de forma correta, os princípios das forças se aplicam a cada um dos ossos do esqueleto, com o completo conhecimento dos mecanismos funcionais do corpo. Além disso, no Método, são realizados movimentos que trabalham a musculatura do corpo todo, ajudando na correção da postura.
Desta forma, os músculos que estão unidos aos ossos são estimulados dando o estimulo necessário para remodelar o tecido mineral ósseo.
Portanto o Pilates é um ótimo Método para ajudar no tratamento da osteoporose.
A osteoporose é uma doença que afeta os ossos tornando-os mais frágeis e porosos.
Esta patologia, pode causar diversas fraturas causando dores no ser humano, por isso é importante que um tratamento adequado seja feito para a melhora do mesmo.

O Pilates é um Método que auxilia no tratamento de diversas patologias, por isso ele também pode ajudar na reabilitação da osteoporose.


terça-feira, 27 de junho de 2017

MIRIAM FAGUNDES - FISIOTERAPEUTA PÓS GRADUADA EM PILATES E TREINAMENTO FUNCIONAL - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - NOTA 10


A FISIOBEAUTY FISIOTERAPIA E STUDIO DE PILATES tem a satisfação de comunicar que a Fisioterapeuta MIRIAM FAGUNDES, recebeu grau máximo, juntamente com sua colega Eliane Pedroso, em seu Trabalho de Conclusão de Curso - Pós Graduação em Pilates e Treinamento Funcional.
No artigo referente ao seu TCC intitulado "O MÉTODO PILATES NO FORTALECIMENTO DO ASSOALHO PÉLVICO COMO FORMA DE TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA E PROLAPSO PÉLVICO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA" foi avaliado pelo corpo de revisores da FACULDADE INSPIRAR, com sede em Curitiba - PR, recebeu parecer aprovado com nota final 10.
Nota do corpo de revisores:
"Parabéns aos alunos e ao orientador pelo excelente artigo desenvolvido. O tema do artigo é muito relevante e bem explorado na literatura, justificando a revisão. Escrita clara e concisa, detalhes na descrição dos resultados e metodologia são pontos fortes do artigo."

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terça-feira, 13 de junho de 2017

REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL (RPG) E SEUS BENEFÍCIOS




No inicio da década de 50, a terapeuta corporal Françoise Mézières elaborou, através de observação cuidadosa, uma proposta de atuação que revolucionava a forma de trabalhar o corpo.

Mézières já afirmava que a questão não está na “fraqueza” da musculatura posterior, mais no excesso de força, sugerindo então que a solução seria “soltar os músculos posteriores para que eles libertem as vértebras mantidas num arco côncavo”. Mézières ia mais longe em suas considerações teóricas, afirmando que “não é somente o esforço para ficar em equilíbrio que encurta os músculos posteriores mas, também todos os movimentos de média e grande amplitude executados pelos braços e pernas, solidários com a coluna vertebral.

Philippe-Emanuel Souchard ensinou o método Mézierès durante dez anos no centro Mézières, no sul da França. Fundamentou esta forma de trabalho em seu profundo conhecimento de anatomia, biomecânica, Cinesiologia, osteopatia, campos que lhe permitiram embasar a técnica hoje conhecida como Reeducação Postural Global (RPG).

A RPG consiste em ajustamentos na postura para reorganização dos segmentos do corpo humano, permitindo a reorganização e o reequilíbrio dos músculos que firmam a postura. Identifica e alonga os músculos considerados responsáveis pela alteração postural.

O tratamento com a RPG é totalmente personalizado, ou seja, cada paciente recebe um atendimento individual, de acordo com as suas necessidades. Normalmente, as consultas duram em torno de uma hora e a quantidade de vezes por semana vai depender de cada caso.

A duração do tratamento também varia bastante, mas durante a primeira consulta é possível ter alguma previsão do tempo necessário através da avaliação aplicada pelo fisioterapeuta acompanhante.

Problemas respiratórios, morfológicos, articulares, esportivos, traumáticos eurológicos podem ser tratados com a RPG, em fases agudas, com ou sem a manifestação de sintomas.

Principais doenças que podem ser tratadas com a RPG:

  • Dores lombares, cervicais e dorsais; 
  • Dores nos pés e nas mãos, 
  • Lesões por esforço repetitivo (LER);
  • Hérnias de disco; 
  • Asma e bronquite;
  • Estresse; 
  • Distúrbios digestivos e circulares;
  • Artrite, artrose, bursite e tendinite; 
  • Estrabismo; 
  • Incontinência urinária.


Mais que tratar a doença, a RPG trata o individuo, evitando retorno do problema após o tratamento. Não existe restrição de idade para a sua aplicação, mas o tratamento só pode ser acompanhado por um fisioterapeuta com formação em RPG.

Benefícios da RPG: 

  • Correção dos vícios de posturas inadequadas; 
  • Melhora o aspecto estético e preventivo da má postura; 
  • Alívio de dores na coluna; 
  • Correção dos desvios posturais; 
  • Atua na prevenção e tratamento de hérnia de disco; 
  • Melhora da conscientização corporal; 
  • Fortalece e alonga os músculos melhorando a respiração e a postura.


Fonte: fisioterapia.com


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dor nas costas. Por que minha dor volta?




Sentir dor nas costas é condição humana muito comum e  recorrente que pode incorrer em diversos encargos, incluindo economicamente. Normalmente os lugares mais acometidos são na região tóraco-lombar, na lombar, ou na  lombo sacral.  Alguns tratamentos podem aliviar a dor, mas, a dor pode reaparecer na vida diária da pessoa . Em geral, 90% dos pacientes com dor lombar aguda voltam ao trabalho; no entanto,  tem sido relatado nos estudos que os sintomas e limitações funcionais se repetem em muitos casos. Poderíamos nos perguntar, qual motivo depois fazer todo tratamento a dor voltar novamente?  Vamos tentar achar as razões através de estudos analisando as partes mecânicas, porque a parte emocional não pode ser esquecida segundo conclusão dos últimos congressos internacionais de LOW BACK PAIN.

 Embora o movimento nas  articulações entre as vértebras sejam muito pequenos, eles existem, e devem ser trabalhados e a função global da coluna depende estes pequenos movimentos. Quando temos uma diminuição de movimento entre uma vértebra e outra  a atividade muscular nesta articulação também vai diminuir juntamente com uma redução do desempenho do músculo multífidos. É Importante lembrar que cada parte de nossa coluna vertebral possui mobilidade diferente, mas ela deveria existir de forma equilibrada em toda a coluna. O que isso quer dizer? A coluna torácica por exemplo tem menos mobilidade que a cervical, porque além de todas as vértebras da torácica estarem conectadas com par de costelas que se ligam no esterno (bloqueando mais o movimento), a função nessa região do tórax é de  proteger as vísceras fundamentais para nossa sobrevivência formando uma arcabouço mais rígido.  Já a cervical por exemplo não tem que proteger vísceras vitais à vida, mas tem levar liberdade para cabeça para que possamos explorar o ambiente com nossos olhos, mas mesmo esta mobilidade maior também precisa de controle e estabilidade.

A consequência de perdemos mobilidade ocasiona efeitos em cascata. Vejamos, músculos multífidos inibidos ocasionam excesso de ativação para outros músculos, tais como os eretores da coluna, reto do abdômen, e abdominal oblíquo que irão compensar a apoiar a estabilidade da coluna. Este tipo de compensação é uma das causas de da dor ou a volta da dor.

 Isso acontece porque o músculo reto do abdômen, eretores da coluna não são músculos que tem função de estabilizar o corpo, e naturalmente quando eles começam a compensar a ausência de estabilizadores eles desempenham funções das quais eles não estão preparados. Como assim? Simplesmente, a ausência de estabilizadores faz com que movamos sem coordenação,  de uma forma desequilibrada, isso é uma resposta do cérebro ao evento de dor que desliga ainda mais os estabilizadores e ativa mais os motores no sentido de nos proteger, tirar o movimento de onde existe uma lesão, isso vai virando um ciclo e continuamos a mover sem estabilidade, e novamente, ficar mais rígido com menos mobilidade nas articulações e utilizando músculos que não possuem a função de estabilizar para estabilizar nosso corpo.  O que temos a fazer é despertar novamente os músculos estabilizadores, religar estes músculos na tomada, são eles que estabilizam (mantém as articulações, stifiness) no lugar para que os nossos movimentos ocorram de forma equilibrada.

Estudos dizem que uma das principais causa para termos uma lesão é a fraqueza muscular nos tecidos moles do tronco; isto ocorre particularmente quando o recrutamento de músculos do núcleo (core) desempenham um papel na estabilização da região lombar muito fraco. Com relação a isso, Cooper et al. descreveu que a atrofia nos músculos lombares profundas foi agravada com dor lombar crônica.  Exatamente o efeito cíclico descrito mais acima.

Os resultados destes estudos mostram que o desenvolvimento equilibrado dos músculos do núcleo é uma chave para a prevenção da dor lombar. Por esta razão, a tendência atual na reabilitação e nos pós rehab  tem ocorrido uma mudança na forma de se dar os exercícios, com objetivo primeiro de  eliminar a dor pela restrição do movimento pela melhora o equilíbrio muscular, com exercícios que aumentam a estabilidade, core control, nesse sentido, o conceito de fortalecer e alongar tem caído por terra.

Recentemente, o conceito de controle do motor foi integrado a estabilidade do núcleo. O objetivo é encorajar o paciente a controlar seu próprio movimento muscular, conscientizando o paciente de seu próprio movimento muscular para melhorar performance muscular. Mobilização ou técnicas manipulação em conjunto para articulações vertebrais também têm sido amplamente utilizados para tratar desequilíbrio. No entanto, exercícios de estabilidade do núcleo tem algumas limitações. Quando um paciente não é capaz de manter-se estável devido ao desvio lombar extremo ou desequilíbrio muscular extremo, também será necessário pré-tratamento.

Resumindo 

O objetivo dos tratamentos tradicionais para a dor lombar é permitir o retorno as atividades funcionais da vida diária através do fortalecimento e alongamento dos músculos.No entanto, exercícios de força muscular podem realmente aumentar o risco de dor lombar eco risco pode ser aumentado em particular para exercícios incluindo flexão completa ou torção repetitiva da coluna vertebral. Também o repouso muitas vezes recomendado, ficando o paciente tomando apenas medicação não ocasionou melhoras muito duradouras. Esses fatos levou aos pesquisadores questionamentos e há uma mudança na forma de tratar estes pacientes. Assim, nos últimos anos cresceram o interesse dos trabalhos com CORE STABILIZATION.

O sistema de estabilidade global refere-se aos maiores músculos superficiais em torno das articulação, tais como o reto abdominal, paravertebrais, paraespinhais, oblíquo externo, e os músculos quadrado lombar. O sistema de estabilidade local refere-se aos músculos intrínsecos profundos da parede abdominal, como o transverso abdominal, multifidus, oblíquo interno, e os músculos do assoalho pélvico. Estes músculos são associados com a estabilidade segmentar da coluna lombar durante os movimentos do corpo inteiro ou mesmo quando algum evento bruto acontece em nosso corpo que são necessários ajustes posturais. Ja escrevemos sobre isso.

Vários resultados do estudo mostram que o exercício estabilidade do núcleo é mais eficaz do que o exercício força e resistência. No entanto,  é preciso treinar a estabilidade do núcleo d considerando o efeito de sinergia dos dois sistemas recentemente o sistema muscular supercial e profundo.

Fonte: alvaropilates


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Aprenda a respirar!




A teoria e a prática do método Pilates estão bem explicadas pelo próprio criador, em seus livros Your Health (Sua Saúde)- 1934 e Return to Life Through Contrology (O retorno a vida pela Contrologia) – 1945.

Naquela época, Joseph Hubertus Pilates, que nasceu na Alemanha em 1880 e faleceu em Nova York em 1967, aos 87 anos, nem sequer poderia imaginar a repercussão de seu método na atualidade, no qual vivemos um período de grande tensão, onde mal conseguimos respirar direito! Em uma de suas máximas dizia: “Nem muito pouco, nem em excesso”.

É muito comum as pessoas apresentarem padrões respiratórios incorretos, causando rigidez torácica, que irão, certamente, interferir na sua postura adequada.

“Respirar é o primeiro e o último ato da vida. Nossa vida depende disso. Visto que não podemos viver sem respirar, é tragicamente deplorável contemplar os milhões e milhões que nunca aprenderam a respirar corretamente”.

Essa afirmação de Pilates é muito valiosa, pois se a nossa consciência corporal pudesse expandir a capacidade respiratória que possuímos, certamente seríamos menos tensos. Vivenciamos esse fato, através da evolução de nossos alunos, diariamente, durante as aulas.

Joseph disse: “A respiração preguiçosa converte os pulmões, de modo figurativo, em um cemitério para depósito de germes doentes que estão morrendo ou que já estão mortos, ao mesmo tempo que fornece um porto ideal para germes nocivos”.

Lanço um desafio para que você, agora, sinta a sua respiração durante um minuto! Feche seus olhos e concentre-se na sua respiração! Profundamente e de va gar!

Nossa missão como instrutores de Pilates, é auxiliar as pessoas a tornar conscientes, seus movimentos inconscientes e direcionar sua respiração, para áreas nas quais nem sequer havia um esboço de respiração. Dessa forma, corpo e mente permanecerão em harmonia e equilíbrio.

O olhar interno também é importante, transformador e revelador, pois alinha a percepção intuitiva, com a realidade. Estar consciente disso permite corrigir os nossos vícios posturais e notar que dores e ou patologias, quase sempre estão relacionadas a uma postura incorreta, que gera uma rigidez local por falta de mobilidade. E é aí que devemos respirar!

“Portanto, acima de tudo, aprenda a respirar corretamente!” – Joseph Hubertus Pilates

Fonte: PILATES, J.H. A obra completa de Joseph Pilates.  Sua Saúde e O retorno a vida pela Contrologia (coautoria de William John Miller). Tradução de Cecília Panelli. São Paulo: Phorte, 2010.

Revista Mais que Pilates



quarta-feira, 17 de maio de 2017

COMO O PILATES AJUDA A DOR NA LOMBAR?



É muito comum sentir dor na lombar, principalmente quando se fica muito tempo sentado de maneira incorreta. Sendo assim, a dor lombar, também chamada de lombalgia, é muito conhecida pela maioria da população. E diferente do que muitas pessoas podem pensar, o incomodo pode ser muito mais grave e na maioria das vezes necessita de tratamento especial.

Mas você sabe o porquê sente essa dor e principalmente, como tratar? É sobre isso que vamos falar no texto de hoje.

Continue lendo para descobrir as principais causas da dor na lombar e como o Pilates pode te ajudar a combater e prevenir essa dor.

O que é a dor na lombar?

A dor na lombar podem estar ou não associadas à ciatalgia (irradiação da dor para região glútea, coxas, pernas e pés). A lombalgia pode se apresentar como pontadas, queimação, sensação de “travamento” ou mesmo incapacidade de manter a postura ereta. Estima-se que todas as pessoas, uma vez ou mais na vida irão apresentar sintomas de dor na lombar, que pode ser transitório ou crônico, de acordo com a causa. Comumente, as lombalgias causam incapacidade funcional, afastamento do trabalho e prejuízo nas tarefas da vida diária das pessoas.

Apesar das diferentes origens, a sua incidência é maior em:

  • Pessoas sedentárias,
  • Trabalhadores que exercem tarefas com grande sobrecarga física (muitas vezes em posturas incorretas
  • Pessoas que permanecem longos períodos sentadas ou na posição de pé,
  • Indivíduos com pouca mobilidade corporal (encurtamentos musculares) que acabam causando limitações na maioria dos movimentos diários e sobrecargas exageradas sobre a coluna.


Tipos de Lombalgia

As lombalgias podem ser classificadas em dois tipos: agudas e crônicas

Essas duas categorias são divididas quanto ao tempo da dor. As lombalgias agudas são aquelas que acontecem em decorrência de “mau-jeito” ou trauma e geram uma dor muito forte, que costuma ser causar o afastamento das atividades cotidianas.

Costumam aparecer após muito esforço físico ou por conta da má-postura e são consideradas de curto prazo, porque têm a duração máxima de duas semanas podendo se estender até 4 a 6 semanas.

As dores das lombalgias crônicas não são tão intensas e costumam aparecer em pessoas mais velhas. A dor varia de leve a moderada, mas acontecem de forma quase permanente e duram mais de 12 semanas.

A dor lombar crônica não costuma causar incapacidade funcional, mas muitas vezes podem levar a outros danos à saúde como, obesidade ou perda de peso, perda da qualidade do sono irritabilidade e até a depressão.

Quais as causas da dor na lombar?

A maioria das lombalgias se apresenta da forma aguda, onde apenas o repouso já é o suficiente para a melhora da dor. Geralmente as causas mecânicas são as causas mais comuns para este tipo de dor, um movimento feito de forma mais abrupta, um trauma ou o excesso de alguma atividade.

Mas a dor também pode estar associada à algum tipo de inflamação, excesso de peso ou outras causas não identificadas o que torna o diagnóstico da causa inespecífico.

A falta de condicionamento físico também pode causar dor na lombar, isso porque a musculatura enfraquecida não consegue manter a biomecânica do movimento corretamente. Quando a postura e a dinâmica do movimento se alteram, o corpo não consegue compensar, o que leva a dor.

Algumas dores lombares tornam-se crônicas e podem agudizar, com dores muito intensa. Nesse caso há necessidade de tratamento através de medicamentos e/ou outras terapias alternativas.

A dor lombar na terceira idade


Ao envelhecimento podemos atribuir a maioria das causas das dores lombares, este fato pode ser atribuído a degeneração das estruturas da coluna entre elas os discos vertebrais.

Com o envelhecimento, os discos intervertebrais vão se desgastando, desidratam e ficam mais rígidos e “quebradiços” e sua função de amortecimento da carga fica prejudicada.

A degeneração do disco intervertebral também pode causar extrusões discais que são chamadas de hérnias de disco que quando vão em direção aos nervos causam dor irradiada para as pernas e pés.

Quando não diagnosticada precocemente ou não tratada, essas degenerações progridem de maneira mais acelerada e a musculatura, cada vez mais exigida, quando não preparada para suportar esta carga, entra em um processo crônico de fadiga muscular.

Há risco mais elevado de causar uma espondilolistese (deslocamento anterior de uma vértebra ou da coluna vertebral em relação à vertebra inferior).

Outra patologia associada ao avanço da idade e à lombalgia é a osteofitose, mais comumente chamada de bico de papagaio, que consistem em pequenas expansões ósseas em forma de gancho que surgem ao redor do disco da coluna vertebral. A principal causa do aparecimento desta anomalia óssea é a permanência em posturas incorretas ao longo da vida, resultando em lesões nas articulações vertebrais.

A osteoporose advinda do avanço da idade também pode causar fraturas osteoporóticas, inclusive em região lombar. Estas fraturas causam dores na lombar muito intensas e altamente limitantes.

Podem ser causadas por excesso de peso, pequenos traumas ou mesmo acontecer de forma espontânea. Isto tudo causado pela baixa densidade óssea e insuficiência de condicionamento físico.

A maior parte das fraturas osteoporóticas ocorre em mulheres, mas homens também podem apresentar este tipo de fratura, sendo o maior fator causador em homens o tabagismo.

Existe ainda uma causa de dor na lombar chamada de lombalgia ocupacional e ocorre em profissões ou trabalhos onde o indivíduo passa muitas horas na mesma posição que pode ser sentado, em pé, carregando peso excessivo, exposto ao estresse vibracional ou sob condições onde a posição adotada é uma postura não ergonômica.

Há também as lombalgias correlacionadas a doenças como Parkinson, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, fibromialgias entre outras.

Benefícios do Pilates no Tratamento da Dor Lombar

Há quem pense que a opção pelo repouso total após uma crise de dor nas costas é a melhor opção, mas com os estudos fica claro que a imobilização está entre as piores decisões que se pode adotar na presença de dor crônica na coluna vertebral.

Os tratamentos para lombalgia vão variar de acordo com a causa. O tratamento inicial acontece de forma conservadora, através de repouso de até três dias e medicamentos para dor ou inflamação.

Em um segundo momento, após a fase aguda, inicia-se o trabalho de reforço muscular orientado para a diminuição da progressão da degeneração, correção da postura, diminuição do quadro álgico.

Alguns médicos indicam o Pilates como coadjuvante no tratamento das lombalgias, outros já buscam no Pilates a reabilitação, tratamento e prevenção da dor na lombar, pois sabem que o Método é capaz de atuar no fortalecimento da musculatura.

Além de sua técnica ser capaz de trazer uma maior consciência corporal ao paciente pois exige concentração precisão e fluidez durante a execução.

Há vários estudos que comprovam os benefícios do Pilates para as lombalgias. Entre os benefícios destacam-se:

  • Maior estabilidade da coluna
  • Controle do movimento
  • Melhora postura
  • Aumenta a vitalidade física e consequentemente, melhora a percepção de si mesmo.
  • Melhora o alongamento
  • Desenvolvimento da força muscular
  • Melhora postura utilizando-se de todos os grupos musculares – Uma postura adequada, promove um maior espaçamento entre as vértebras, melhora na flexibilidade, aumento de força e ganho de resistência além, claro, da diminuição ou término da dor.
  • Sabe-se que é fundamental o alongamento das cadeias musculares que estão encurtadas e o fortalecimento das musculaturas que estão enfraquecidas, principalmente as musculaturas abdominais e as musculaturas que compõem o Power House.


A dor na lombar são uma das principais causas que levam as pessoas a buscar o Pilates, e o método é mais do que indicado em todos os casos!

Lembre-se sempre de continuar ativando e fortalecendo o Power House, é fundamental pois é este centro de força quem dá a estabilidade necessária para a coluna lombar e vertebral. Quanto mais fortalecido está o core, mais fluidez de movimento, melhora postural e consequente diminuição da dor.

Fonte: Revista Pilates


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Ventosaterapia ou Terapia com Ventosas



A utilização das ventosas no tratamento de doenças não é uma exclusividade da Medicina Chinesa, existem informações do seu uso desde o antigo Egito, ela também é mencionada nos escrito de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C., possivelmente conhecida e utilizada por outras nações antigas.

O antigo instrumento utilizado para fazer ventosas era a cabaça, conhecida naquela época como “curubitula” que em latim significa ventosa. Nas regiões primitivas do mundo, a ventosa tem registos históricos que datam de centenas a milhares de anos. Nas suas formas mais primitivas, era utilizada pelos índios americanos que cortavam a parte superior do chifre dos búfalos, com cerca de 10 cm de comprimento, provocando o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo de seguida tamponado. O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor panaceico. Pois por falta de outros recursos médicos, a ventosaterapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças. Abordado por essas épocas como um instrumento curativo mágico, pelo contacto intimo com o interior do corpo através do sangue. Ela era respeitada também pela sua atuação no elemento energético gerado pela respiração. Teoria que se aproximava dos conceitos de Medicina Oriental.

Paracelso também descreveu aplicações de ventosas no primeiro século d.c., advertindo que a aplicação de ventosas é benéfica tanto para doenças crónicas como para as agudas, incluindo ataques de febre, e mencionou outras advertências na utilização das ventosas.

Na Europa, assim como na Ásia existiam vários métodos modificados de sangria e escarificação, na Europa a “veneseção” ou sangria das veias era uma prática popular, enquanto na Ásia o sangramento das dilatações capilares (telangiectasias) na periferia da pele junto com ventosas era o método mais utilizado.

O uso das sanguessugas como terapêutica foi comum na idade média no ocidente. Em Portugal os “barbeiro-sangradores” eram geralmente, os técnicos encarregados de aplicar sanguessugas, por concessão de uma licença cedida pelo cirurgião-mor. Naquela época, em Lisboa, foram publicados vários livros sobre o assunto, e os salões de barbear eram o local de venda das sanguessugas.

O uso de ventosas no Oriente foi desenvolvido com base na acupunctura, a aplicação de ventosas foi originalmente, conhecida como Método Chifre. Os chifres dos animais eram aquecidos, criando-se um vácuo quando eram colocados sobre a pele. O propósito era tratar doenças e retirar o pus. No fim do período Neolítico, o desenvolvimento da agropecuária facilitou o desenvolvimento do Método Chifre (ventosa).

O que distingue estas habilidades primitivas dos chineses, das outras áreas do mundo, é a extensão do seu subsequente desenvolvimento, dentro da estrutura da tradicional fisiologia e patologia. O Método Chifre foi posteriormente substituído por outros métodos de sucção posteriormente desenvolvidos, em que se obtinha o efeito de ventosa utilizando-se cúpulas de bambu, metal e posteriormente vidro. A sucção é obtida atualmente, colocando-se uma substância cadente na ventosa antes de coloca-la sobre a pele, aquecendo-a com água quente, ou com o bombeamento do ar para fora desta uma vez posicionada na pele.

A ventosa segundo a MTC tem a propriedade de limpar o sangue das toxinas acumuladas no organismo produzida pelos alimentos e outras fontes poluentes. A estagnação do sangue estagnado, escuro e sujo, nos músculos das costas ou das articulações é considerado pelas Medicinas Orientais como um dos elementos causadores de doenças. A ventosa é usada para o alívio de dores musculares, melhorar o sistema circulatório e até mesmo, para redução de celulite e gordura localizada, lombalgias, dor abdominal, hipertensão arterial e muitas outras patologias.

As ventosas podem ser utilizadas em associação com outras terapias reforçando a efectividade destas. Várias ventosas podem ser utilizadas para tratar desordens sobre uma área mais ampla, por exemplo, ao longo de um estiramento muscular ou dispostas em fileiras horizontais e verticais sobre um órgão doente tendo-se o cuidado de não se deixar as ventosas muito próximas umas das outras.

Pode-se utilizar a ventosa para produzir o “efeito massagem” que consiste em mover as ventosas sobre superfícies grandes e lisas do corpo, tais como as costas e as coxas, nestes casos são utilizadas ventosas de boca média a grande, e em primeiro lugar deve-se lubrificar a zona do corpo que se vai massajar. Esta massagem tem o efeito de remover a pele ressacada pela abertura dos poros e pela transpiração. Mecanicamente, aumenta o fluxo da linfa, reduzindo o edema, mantém a flexibilidade dos músculos, retira as adesões e as fibroses e mobiliza o funcionamento dos órgãos, descongestiona os bloqueios de energia, ativa a circulação e o funcionamento geral do corpo.

A aplicação de ventosas é contra-indicada para casos de febre-alta, convulsões ou cólicas, alergias na pele ou inflamações ulceradas, áreas onde o músculo é fino ou a pele não é plana por causa dos ângulos e depressões ósseas, no abdômen e região lombar em gestantes. Algumas outras considerações a ter no uso das ventosas é que estas devem ser deixadas no local somente até haver congestão local (geralmente 5 a 15 minutos). Se forem mantidas por muito tempo pode-se formar uma bolha, se esta for grande deve ser furada para drenar o líquido, e seguidamente deve ser coberta para evitar infecção.

A aplicação das ventosas deixa frequentemente uma marca púrpura na pele aonde esta foi sugada, isto é normal e vai desaparecer sem tratamento especial. Se a marca for muito profunda, as ventosas não devem ser colocadas de novo nesse local enquanto subsistir a marca.

Fonte: Medicina Chinesa


terça-feira, 4 de abril de 2017

PILATES E HÉRNIA DE DISCO




A dor na coluna é um dos problemas mais comuns da sociedade moderna e é objeto de atenção entre especialistas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 80% da população já sofre ou sofrerá de dores na coluna.  Aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros possuem hérnia de disco.

A hérnia de disco é uma doença degenerativa da coluna vertebral, que tem afetado mundialmente diversas pessoas, por isso, muitas têm recorrido ao método Pilates como forma de prevenção e tratamento da doença.

A hérnia de disco consiste do deslocamento do núcleo pulposo, que serve para diminuir o impacto entre uma vértebra e outra, dependendo do volume de material herniado (deslocado), poderá haver compressão e irritação das raízes nervosas, com possível extensão dos sintomas para os braços ou pernas. Normalmente, as herniações do núcleo pulposo estendem-se póstero lateralmente, local em que o anel fibroso é relativamente menos espesso e não recebe sustentação do ligamento longitudinal posterior ou anterior.

Bastante eficaz no tratamento, tanto a longo como em curto prazo, o Pilates atua em todas as fases da hérnia de disco, proporcionando, em cada uma delas, a melhora dos sintomas do paciente, evitando a reincidência da doença. Durante as aulas são realizados exercícios que seguem os princípios básicos do método, como a contração dos músculos abdominais associado à respiração, que proporcionam a estabilização da coluna lombar, relaxamento e maior conscientização corporal, consequentemente, diminuição da dor e melhora da postura.

Para aquelas pessoas que ainda não sentem dor na coluna ou que já se percebem com tensões corporais, o Pilates irá relaxar o corpo, promover consciência das áreas tensas e prevenir lesões na coluna, como pinçamentos, protusões e compressões do núcleo pulposo.

Inicialmente o aluno passa por uma avaliação postural e por uma anamnese, onde serão detectados os desvios posturais, desequilíbrios musculares e as dores. A partir daí é que será montado um programa de treinamento específico para este aluno, com objetivos pré-determinados, sempre respeitando as restrições ou limitações de cada um.

Qualquer dor na coluna é preocupante. Por isso, procure um médico o mais rápido possível para obter o diagnóstico.

Tratamento com o Pilates

- Fase inicial aguda da doença

•  Alívio das dores na coluna e irradiações para braços e pernas;

•  Diminuição do formigamento ou dormências nos pés, nas mãos, nos braços e pernas;

• Recuperar mobilidade de coluna para que o movimento seja realizado com a maior eficiência possível;

•  Melhora da postura no dia-a-dia;

•  Alongamento da coluna com melhora dos desvios posturais e aumento do espaço intervertebral;

• Aumento da consciência do corpo, refinamento do controle e equilíbrio dos diferentes músculos envolvidos num movimento, sem gasto desnecessário de energia, a partir de contrações inadequadas, sejam elas exageradas ou deficientes.

Na fase inicial da doença, ele é geralmente associado a outras técnicas fisioterapêuticas, como por exemplo, a osteopatia e a reeducação postural global (RPG). Os exercícios feitos deitados de barriga para cima para quem apresenta lesões na coluna lombar devem ser realizados retificando a lombar (diminuindo a hiperlordose). Ou seja, ao estar deitada,  a região da coluna perto do quadril deve estar encostada na maca.

Prevenção de novas lesões e fase tardia da hérnia de disco

•Fortalecimento muscular abdominal (reto do abdome e transversos abdominais), e da coluna vertebral (eretores da espinha e transversos espinhais). O fortalecimento desta musculatura proporciona a estabilização do tronco e um alinhamento biomecânico com menor gasto energético;

•Fortalecimento muscular global;

•Aumento da flexibilidade de tronco com um padrão suave e harmônico de movimento;

•Manutenção do quadro sem dor.

Progressivamente iremos inserir exercícios de rotações de tronco e aumento do esforço da musculatura.

Além do benefício gerado para a coluna e para a saúde, o corpo todo será beneficiado com aumento da flexibilidade global, condicionamento físico, fortalecimento global, alívio de outras dores ou tensões, melhora do equilíbrio, mais energia, apoio na perda de peso, redução de celulite, redução de ansiedade e estresse, fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e estabilidade nas articulações.

O Pilates não possui nenhuma contra indicação e pode ser feito por qualquer pessoa, desde crianças até idosos. Além disso, o profissional de Pilates lhe ensinará posturas que devem ser adotadas no cotidiano, como a posição correta para dormir, trabalhar e pegar peso.

Fonte: Revista Pilates

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A importância do Pilates nas escolioses




A escoliose é uma malformação morfológica tridimensional da coluna vertebral.  A grande maioria delas ocorre em adolescentes, mais frequente em meninas do que em meninos e os sintomas normalmente são percebidos na infância.

Os sinais mais comuns surgem a partir da observação da assimetria de ombros e quadris, curvatura lateral da coluna, além de gibosidade na altura da coluna torácica,em que percebemos que um dos lados está mais alto do que o outro.

Suas causas podem ser variadas desde fatores genéticos, congênitos, sindrômicos, malformações neuromusculares, crescimento assimétrico dos membros e tronco, idiopática, sem causa específica, sendo esta última de maior prevalência entre as demais.

A escoliose é assintomática, progressiva principalmente durante a adolescência, pois acompanha o crescimento do indivíduo. Muitas vezes, necessita de uma intervenção multidisciplinar e cuidadosamente assistida a fim de prevenir maiores limitações que irão além dos fatores estéticos, pois estão presentes também as compressões e alterações subsequentes que causam comprometimento no funcionamento dos órgãos, como coração, pulmão, intestinos, diafragma e outros.

Independente das causas da escoliose nota-se a presença de aspectos compensatórios, distribuição desigual de forças musculares, desequilíbrios em níveis onde há sempre retração assimétrica dos músculos espinhais que são os músculos eretores da coluna.

O objetivo do Pilates para esse tipo de cliente é trazer primeiramente consciência corporal do seu tipo físico, comportamento escoliótico e do padrão dessas curvas através de uma avaliação minuciosa a fim de poder educar seus movimentos utilizando para isso as ferramentas dos princípios Polestar Pilates de movimento.

Dentre esses princípios, podemos mencionar a respiração como o mais importante nesse processo, pois os exercícios respiratórios, a percepção e controle da direção de movimento que ocorre a partir dela, aliado aos estímulos proprioceptivos quando utilizamos faixa elástica, toalhas, bolas, bastões, discos de rotação, farão com que sejam minimizadas as retrações através do alongamento das cadeias encurtadas para que haja equilíbrio da mobilidade e estabilidade.

As dicas verbais, táteis e de imagem ferramentas tão utilizadas em nossas aulas e em nossa escola de formação, serão extremamente importantes, pois sua aplicação traz maior percepção corporal, melhor organização e alinhamento fundamentais para fortalecer a atenção, modular o nível de esforço e finalmente iniciar o movimento,minimizando assim os desequilíbrios e as forças compressivas gerando melhor funcionalidade corporal.

Além disso, sugerimos exercícios de articulação de coluna, com cuidado em não exagerar na amplitude de movimento ou recrutamento excessivo de força, mas sim com alongamento axial seguido do alinhamento e direcionamento das facetas articulares das vértebras para que haja fluidez, durante todos os níveis da coluna, sem bloqueios de movimento. Essa reeducação não busca a correção da escoliose, mas a optimização do movimento e maior funcionalidade com consciência e controle segmentar e motor.

O ambiente de Pilates é sem dúvida alguma um lugar rico em possibilidades de trabalho e com estímulos variados de movimento. Particularmente obtivemos resultados significativos com essa técnica em paciente com escoliose com mais de 24 graus de curvatura lateral regredindo para 5 graus em menos de 10 sessões. Felizmente nossa escola de formação a Polestar Pilates nos respalda com fundamentação teórica e prática a fim fazermos um plano de tratamento a partir da escolha de exercícios amparados por estudos científicos e capacidade de raciocínio clínico. Com isso a escolha e a conduta das aulas ocorrem como prescrição e nunca de forma aleatória em caso de reabilitação e respeitando sempre a individualidade e necessidade de cada um. Estejam sempre atentos aos sinais de desalinhamento e desorganização postural e busquem profissionais qualificados para ajudá-los.





Fonte: Revista mais que Pilates






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sexta-feira, 31 de março de 2017

Efeitos clínicos e biomecânicos do agulhamento seco no tratamento da dor miofascial lombar



Resumo:

INTRODUÇÃO: a síndrome dolorosa miofascial (SDM) é uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética. Segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 80% dos adultos terão pelo menos uma crise de dor lombar durante a sua vida, e 90% destes apresentarão mais de um episódio. Os pontos gatilhos (PG) são manifestações comumente encontradas na síndrome dolorosa miofascial, estes pontos irritáveis causa dor referida, sensibilidade local e alterações autonômicas, tornando um fator limitante na vida da maioria das pessoas. O agulhamento seco é uma técnica minimamente invasiva utilizada para a desativação do PG através da aplicação de agulhas de acupuntura no ponto doloroso. 

OBJETIVO: verificar os efeitos clínicos e  biomecânicos da técnica de agulhamento seco na dor miofascial lombar.

 MÉTODOS:estudo quantitativo, descritivo, de caráter pré-experimental, pré e pós-teste. Realizado no Laboratório Multifuncional do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Os dados foram coletados em julho a setembro de 2014. A amostra foi composta por 15 universitários saudáveis da UEPB, selecionados de forma não probabilística intencional. Foi avaliada a intensidade da dor dos indivíduos através da Escala Analógica Visual (EVA) e do Limiar de Dor por Pressão (LDP) por meio do Algômetro. Na avaliação da flexibilidade da cadeia tônica posterior foram avaliadas as medidas de Distância Dedo Chão (DDC) e Ângulo Tíbio-Társico (ATT) através da fita métrica e goniômetro respectivamente. Para avaliação da função muscular foi realizada a análise eletromiográfica do músculo eretor da coluna da região lombar onde se encontrava o PG. Todos esses procedimentos foram realizados antes e após o agulhamento seco do ponto gatilho. Para análise dos dados foram utilizados os testes Shapiro Wilk para verificação da normalidade dos dados e Wilcoxon para comparação dos dados pré e pós atendimento. RESULTADOS: foram encontradas diferenças estatisticamente significativas na redução do quadro álgico (ΔEVA=60%, p=0,001; ΔLDP=74%, p=0,017), aumento da flexibilidade (ΔDDC=20%, p=0,008; ΔATT=4%, p=0,004) e melhora da atividade muscular observada pela eletromiografia (ΔRMS=32,4%, p=0,027; ΔNRMS=11,9%, p=0,011; ΔFM=3,2%, p=0,776). CONSIDERAÇÕES FINAIS: através dos dados encontrados, inferimos que a técnica de agulhamento seco apresentou efeitos clínicos e biomecânicos relevantes na dor miofascial lombar da amostra estudada.

Fonte: http://dspace.bc.uepb.edu.br:8080/xmlui/handle/123456789/6343



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quinta-feira, 30 de março de 2017

Análise comparativa da atividade elétrica do músculo multífido durante exercícios do Pilates, série de Williams e Spine Stabilization




RESUMO

INTRODUÇÃO: A fraqueza da musculatura paraespinhal está relacionada à etiologia da dor lombar. Atualmente existem vários métodos que apresentam exercícios para o fortalecimento dessa musculatura. 
OBJETIVOS: Comparar e analisar o sinal eletromiográfico do músculo multífido bilateralmente durante exercícios do método Pilates, série de Williams e Spine Stabilization. 
MATERIAIS E MÉTODOS: Participaram do estudo dez mulheres voluntárias e saudáveis que realizaram os exercícios leg pull front support modificado do Pilates, o quarto exercício da série adicional de Williams e o quadruped exercise do Spine Stabilization. O sinal foi normalizado pelo pico eletromiográfico da atividade dinâmica e foram ajustados para 2000 amostras por segundo e o filtro em uma frequência de passagem de 20 a 450 Hz. A ANOVA foi utilizada para verificar diferenças entre os exercícios, o teste t para amostras dependentes foi usado para comparar a ativação entre os lados direito e esquerdo do multífido para cada exercício. 
RESULTADOS E CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na comparação entre os exercícios, observaram-se diferenças significativas para o músculo multífido a favor do exercício do método Pilates tanto na fase concêntrica quanto na excêntrica, o que demonstra ser o exercício de melhor ativação elétrica para o músculo analisado.

Palavras-chave: Eletromiografia. Exercício. Fisioterapia.

Fonte: Fisioter. mov. vol.26 no.1 Curitiba jan./mar. 2013




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quarta-feira, 29 de março de 2017

ALONGAMENTO DA MUSCULATURA INSPIRATÓRIA POR INTERMÉDIO DA REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL (RPG)



RESUMO

O objetivo deste estudo foi analisar o efeito do alongamento dos músculos da cadeia muscular inspiratória, proposto pelo método de reeducação postural global (RPG), sobre a força muscular respiratória e a expansibilidade torácica. Participaram deste estudo 20 voluntários sadios, do sexo feminino, com idade entre 18 e 23 anos (média= 21,2; DP = 1,61), que foram divididos de forma randomizada em dois grupos: 10 voluntários submetidos à postura "rã no chão com braços fechados" por 20 minutos (grupo RPG) e 10 voluntários que não receberam o alongamento, permanecendo em repouso por 20 minutos (grupo controle). Utilizaram-se para a avaliação a medida das pressões respiratórias máximas e a toracometria em ambos os grupos, antes e após o período estabelecido. Observou-se que o método de alongamento utilizado proporcionou aumento da expansibilidade torácica e das pressões respiratórias máximas, havendo significância estatística pelo método de Wilcoxon no que se refere à força dos músculos inspiratórios no grupo que recebeu o alongamento. Também houve diferença significativa na expansibilidade torácica da região axilar no grupo RPG quando comparado com o grupo controle. Os resultados sugerem investigar o efeito desse método de alongamento em pneumopatas crônicos, os quais poderiam ser beneficiados, visando a sua utilização como recurso fisioterapêutico.



Fonte:Rev. bras. fisioter. Vol. 7, No. 1 (2003), 25-30 

terça-feira, 28 de março de 2017

A UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE AGULHAMENTO SECO NA SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL




A síndrome dolorosa miofascial é uma causa comum de dor musculoesquelética, tendo como características principais pontos-gatilho miofasciais que localizam-se em bandas tensas dos músculos esqueléticos, causando diversas limitações funcionais devido à dor. Diante deste fato, o presente estudo teve por objetivo identificar a percepção do paciente e do terapeuta na eficácia da técnica de agulhamento seco para o tratamento da síndrome dolorosa miofascial em pontos-gatilho ativos e latentes presentes na musculatura da cintura escapular e cervical. 

O presente estudo possui caráter qualitativo e quantitativo onde foi executado através de atendimentos no Núcleo de Pesquisa e Atenção à Saúde (NPAS) da Universidade da Região da Campanha de Bagé/RS, no período de abril a junho de 2014, onde o protocolo de reabilitação realizado foram 3 (três) atendimentos semanais, com duração aproximada de 30 minutos cada sessão, durante 3 (três) semanas consecutivas totalizando 8 (oito) atendimentos.

 Os critérios de inclusão utilizados no estudo utilizados foram: ser do gênero feminino com idades entre 30 e 50 anos, possuírem na avaliação pontos-gatilho miofasciais ativos ou latentes nos músculos da cintura escapular e cervical com a positividade dos critérios confirmatórios da presença de pontos gatilho, com ou sem dor referida após a avaliação física. Os critérios de exclusão utilizados foram que as voluntárias não estivessem incluídas nos critérios de contraindicação da técnica de agulhamento seco como câncer, aneurismas, medicamentos anticoagulantes, ausência patologias associadas e não realizassem tratamento fisioterapêutico. 

Foram incluídas no estudo quatro voluntárias com idades entre 30 e 50 anos que preencheram os critérios de inclusão e exclusão. Para coleta de dados foram realizados o exame clínico e físico, a utilização da Escala Visual Analógica para quantificar a dor, goniometria da coluna cervical, articulação esta envolvida pelo padrão de dor referida com diminuição de ADM nos achados. Foi utilizado um questionário elaborado pelo autor do projeto contendo três questões abertas como qual a expectativa em relação ao tratamento e quais as atividades da vida diária sentiam dificuldade para realizar e se houve melhora depois do tratamento. 

Após a avaliação, foram realizados a técnica agulhamento no trapézio superior, o qual encontrava-se com pontos gatilho ativos e latentes em todas as voluntárias e a manobra miofascial no mesmo. Foram observados uma diminuição do grau de dor referida na EVA onde na avaliação, possuíam uma média de grau 8 de dor e após o primeiro atendimento na EVA, o grau referido foi zero. Em três pacientes realizou-se um atendimento onde só necessitaram de acompanhamento sem a utilização de nenhuma técnica durante as 8 sessões e uma paciente devido sua atividade laboral havia uma reativação do ponto gatilho porém, com menor intensidade dolorosa até a não recidiva no final do tratamento. 

Na avaliação goniométrica da cervical obtiveram uma média de ganho de 6 graus em todos movimentos, principalmente na rotação e inclinação contralateral ao ponto gatilho. Com esta pesquisa concluiu-se que a técnica de agulhamento seco foi eficaz na desativação de pontos gatilhos ativos e latentes, e do importante papel da fisioterapia no tratamento da síndrome dolorosa miofascial.

Fonte:http://publicase.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/8411


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Pilates evita as fraturas e eventuais lesões provocadas por quedas




Quando ouvimos a palavra fratura, logo pensamos em acidentes ou quedas. Acidentes, todos estão sujeitos e muitas vezes não há como evitar. Mas, se estivermos em dia com nossa saúde física, podemos minimizar o problema das quedas e até mesmo evitá-las.

As causas de uma queda podem estar relacionadas ao ambiente externo – calçada inadequada, iluminação, tapetes, localização dos móveis – ou à própria pessoa que possivelmente esteja frágil em algum aspecto – com alterações sensitivas (visual, audição, tato, equilíbrio), perda de força muscular ou alterações cardíacas e vasculares graves.

É importante pensar nos fatores que ajudam o indivíduo a ter maior controle corporal para evitar uma fratura. São eles: equilíbrio, consciência corporal, flexibilidade, força, coordenação motora e concentração.

O método Pilates aborda todos esses fatores de forma segura. Por meio do equilíbrio, é possível se posicionar melhor no espaço e vencer obstáculos físicos com mais facilidade. A consciência corporal proporciona mais domínio sobre os movimentos e controle durante suas ações. A flexibilidade torna os movimentos mais elegantes e organizados, minimizando o gasto energético, fazendo com que o aluno se mova com mais fluidez. A força muscular estabiliza e sustenta todo o corpo, oferecendo novas possibilidades de posições e defesas durante um movimento brusco que possa levar a algum tipo de lesão. A coordenação motora possibilita maior independência ao aluno, já que ele atinge total controle corporal diante de seus movimentos.

Já a concentração une todos os elementos necessários para uma boa saúde física e mental. É concentrado que o aluno aprende e é concentrado que ele realiza movimentos precisos, sempre buscando a segurança e minimizando qualquer possibilidade de quedas que possam levar a algo mais grave como uma fratura e a imobilidade física.

O Pilates possui diversos exercícios, que se feitos com regularidade, podem ajudar na prevenção de quedas, torções e consequentemente, fraturas. Os exercícios de propriocepção são excelentes aliados na busca de um corpo mais seguro. Esse tipo de treinamento estimula a musculatura que estabiliza as articulações, tornando essa região mais forte e pronta para se defender durante movimentos inesperados.

O importante é trabalhar de forma global, assim o aluno adquire um corpo uniformemente saudável e estável que lhe dê segurança e que não lhe deixe na mão com fraturas ou outras lesões.

 Fonte: Revista mais que Pilates Por: Maria Militão



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quinta-feira, 23 de março de 2017

BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES E SUA APLICAÇÃO NA REABILITAÇÃO



A constatação de que o número de praticantes de Pilates tem aumentado muito nas últimas décadas só vem incentivar e respaldar a necessidade do embasamento científico aos profissionais que atuam nessa
área (ROSA; LIMA, 2009). Lamentavelmente, o aumento do número de praticantes do método não
vem acompanhado com o concomitante desenvolvimento da pesquisa (VITI; LUCARELI, sd). Existe escassez de evidências científicas acerca dessa modalidade terapêutica, tanto com aplicação na Fisioterapia, como com abordagem cinesiológica, fisiológica e/ou biomecânica (SILVA et al, 2009; BERTOLLA et al, 2007; LATEY, 2001; GALLAGHER; KRYZANOWSKA, 2000). 

Através deste estudo, foi realizada uma revisão de literatura sobre o Método Pilates, seus benefícios e sua aplicação na reabilitação da saúde, baseado em evidências científicas. A literatura aponta como vantagens do método Pilates: estimular a circulação, melhorar o condicionamento físico, a flexibilidade, o alongamento e o alinhamento postural. Pode melhorar os níveis de consciência corporal e a coordenação motora. Tais benefícios ajudariam a prevenir lesões e proporcionar um alívio de dores crônicas (SACCO et al, 2005; BLUM, 2002; MUSCOLINO; CIPRIANI, 2004a; SEGAL, 2004; ANDERSON; SPECTOR, 2000; BERTOLLA et al, 2007; FERREIRA et al, 2007; KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; APARÍCIO; PÉREZ, 2005). 

Segundo Joseph Pilates, os benefícios do método Pilates só dependem da execução dos exercícios com fidelidade aos seus princípios (CAMARÃO, 2004; MENDONÇA; SILVA; SACCO et al, 2005; PIRES; SÁ, 2005; BERTOLLA et al, 2007). Busca-se promover o alongamento ou relaxamento de músculos encurtados ou tensionados demasiadamente e o fortalecimento ou aumento do tônus daqueles que estão estirados ou enfraquecidos. Portanto, diminuem-se os desequilíbrios musculares que ocorrem entre agonistas e antagonistas e são responsáveis por certos desvios posturais e problemas ortopédicos e reumatológicos. Por se tratar de uma atividade que não impõe desgaste articular e cujo número de repetições de cada exercício é reduzido, promove-se a prevenção e/ou tratamento de certas patologias, especialmente as ocupacionais (RODRIGUES, 2006).

A técnica Pilates apresenta muitas variações de exercícios e pode ser realizada por pessoas que buscam alguma atividade física, por indivíduos que apresentam alguma patologia em que a reabilitação é necessária, como desordens neurológicas, dores crônicas, problemas ortopédicos e distúrbios da coluna vertebral (BLUM, 2002; KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; VAD; MACKENZIE; ROOT, 2003; LATEY, 2001; SACCO et al, 2005; MENDONÇA; SILVA, sd). Muitos dos pequenos movimentos terapêuticos desenvolvidos para ajudar pessoas que se recuperam de lesões podem ser intensificados para desafiar atletas experientes, a fim de melhorar sua performance (CAMARÃO, 2004). Assim, torna-se indispensável que o fisioterapeuta tenha amplo conhecimento da técnica e da patologia em questão (MENDONÇA; SILVA, sd; MIRANDA; MORAIS, 2009). Conforme Curi (2009), “no Pilates bem orientado por um profissional habilitado, é praticamente inexistente a possibilidade de lesões ou dores musculares, pois o impacto é zero”. O pilates pretende criar hábitos saudáveis que perdurem por toda a vida. Com sua prática, as pessoas aprendem a manter uma postura correta em diversas situações do cotidiano, como sentar, andar e agachar (MARIN, 2009).

A flexibilidade é a amplitude de movimento disponível em uma articulação ou grupo de articulações (MIRANDA; MORAIS, 2009; BERTOLLA et al, 2007; SACCO et al, 2005). É a capacidade de alongamento das estruturas que compõem os tecidos moles (músculos, tendões, tecido conjuntivo) através da amplitude de movimento articular disponível. O músculo é o maior contribuinte à amplitude de movimento das articulações (TREVISOL; SILVA, 2009). Segundo Sacco e colaboradores (2005), em pessoas com patologias, a amplitude articular pode ser agravada por processos inflamatórios, redução da quantidade de líquido sinovial, presença de corpos estranhos na articulação e lesões cartilaginosas. Dessa forma, pode haver movimentos compensatórios de outras articulações, sendo que a limitação pode prejudicar o desempenho esportivo, laboral ou de atividades da vida diária (BERTOLLA et al, 2007; SACCO et al, 2005). 

A falta de flexibilidade é um fator limitante ao desempenho esportivo e aumenta as chances de lesões tais como as distensões musculares, porém, a flexibilidade excessiva pode provocar instabilidade articular gerando entorses articulares, osteoartrite e dores articulares (BERTOLLA et al, 2007). A promoção de maiores níveis de flexibilidade ocorre pelo emprego sistematizado de estímulos denominados alongamentos, que são solicitações de aumento da extensibilidade do músculo e de outras estruturas, mantidas por um determinado tempo (MIRANDA; MORAIS, 2009). O alongamento é categorizado baseado na forma como o movimento é executado, estática ou dinamicamente, sendo o alongamento estático simples o meio mais popular para aumentar flexibilidade. O alongamento também é categorizado baseado na forma como o movimento é alcançado, de forma ativa ou passiva, ou se o movimento é alcançado por tensão de músculo agonista ou por inércia, gravidade, ou ambos (TREVISOL; SILVA, 2009).

Vários estudos discutem as diferentes formas de alongamento, comparando sua eficácia. No método Pilates elas são realizadas concomitantemente (ativo, passivo, estático, dinâmico) e, provavelmente, seus efeitos se somam. O alongamento ativo aumenta a flexibilidade dos músculos encurtados enquanto, concomitantemente, melhora a função dos músculos antagonistas, resultando em trauma de tecido diminuído (TREVISOL; SILVA, 2009). O estudo realizado por Segal, Hein e Basford (2004) avaliou 47 pessoas quanto à flexibilidade, composição corporal e percepção de saúde. Foram realizados exercícios básicos de Pilates, uma vez por semana, durante dois meses. A flexibilidade foi avaliada pelo teste conhecido como "distância dedo chão”, com média de aumento de 4,1cm. Segundo os autores, embora muitas das variáveis não tenham modificado consideravelmente e devem ser alvo de mais pesquisas, o Pilates mostrou-se eficaz para o incremento da flexibilidade. 

Bertolla e colaboradores (2007) estudaram os efeitos de dois programas para ganho de flexibilidade em 11 atletas juvenis de futsal do Rio Grande do Sul. Para tal, utilizaram exercícios de solo do método Pilates em sessões de 25 minutos com freqüência de três vezes por semana durante quatro semanas. A
análise de flexibilidade foi feita através do teste no banco de Wells (sentar e alcançar). Este estudo mostrou aumento significativo da flexibilidade dos atletas. Os indivíduos participantes do estudo de Trevisol e Silva (2009) foram selecionados aleatoriamente no VITTALIS Studio Pilates, Joinville-SC, no período de março a junho de 2006. A amostra foi composta por 18 indivíduos voluntários, do gênero feminino, com idade média de 26,11 ± 5,48 anos, eram iniciantes no método Pilates e não realizavam outro tipo de treinamento físico. O objetivo foi verificar alterações na flexibilidade aguda da musculatura isquiotibial, através de testes de amplitude de movimento, pré e pós-aula do método Pilates. Observou-se que o método foi eficaz para promover aumento agudo na flexibilidade da musculatura isquiotibial. Outro estudo verificou os efeitos do método Pilates sobre a flexibilidade de 20 mulheres com idade média de 34 anos e que nunca haviam praticado a modalidade. Para tal, foi utilizado o Protocolo do Banco de Wells antes e após 32 sessões. O ganho de flexibilidade obtido após as sessões foi de 11,74cm. As alunas também relataram melhora aparente na postura corporal (BARRA; ARAÚJO, 2007).

Dois casos foram estudados com o objetivo de investigar o aumento da resistência física e a melhora da flexibilidade utilizando como recurso somente o método Pilates. As voluntárias foram submetidas a dois testes: flexão de tronco no banco de Wells e teste de esforço em esteira. Durante o período de investigação, as alunas realizaram 24 aulas de forma individualizada. Na reavaliação, foi mostrado que as alunas tiveram uma melhora de 46% em relação à resistência física e a freqüência cardíaca de ambas mostrou-se menor. Com relação à flexibilidade, a média da melhora é de 91%. Com estes fatos, evidenciam-se os benefícios propostos pelo método (CURCI, 2006). A pesquisa realizada sobre os efeitos da intervenção do Pilates sobre a postura e a flexibilidade em mulheres sedentárias, demonstrou que, após a realização das 20 aulas, ocorreu uma melhora no alinhamento postural com relação ao fio de prumo, nos diversos pontos observados e um aumento na amplitude de movimento dos músculos isquiotibiais e iliopsoas (QUADROS; FURLANETTO, sd).

Para avaliar a influência do Método Pilates na flexibilidade de mulheres adultas, Prado; Haas (2006) realizaram um estudo cuja amostra era composta por 10 mulheres, com idade média de 42,5 ± 16,01 anos, que praticaram duas sessões semanais, num período de oito meses. Avaliou-se a flexibilidade de
membros inferiores, superiores e tronco. Os autores concluíram que a maioria das participantes mostrou-se corporalmente mais flexível. A boa flexibilidade na coluna lombar, bem como, na musculatura isquiotibial parece estar associada à menor incidência de lesões lombares crônicas. As restrições impostas por estes encurtamentos podem resultar em lesões músculo-esqueléticas e dificuldades nas atividades de vida diária (ROSA; LIMA, 2009; QUADROS; FURLANETTO, sd). A incapacidade de estabilização da coluna vertebral causada pelo desequilíbrio entre a função dos músculos extensores e flexores do tronco é outro forte indício para o desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar (KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004). Kolyniak, Cavalcanti e Aoki (2004) avaliaram o efeito do Método Pilates sobre a função de extensores e flexores do tronco de 20 pessoas com habilidade para executar os exercícios do nível intermediário-avançado, que completaram 25 sessões, com duração de 45 minutos, durante 12 semanas. Constataram que o Método Pilates mostrou-se uma eficiente ferramenta para o fortalecimento da musculatura extensora do tronco, atenuando o desequilíbrio entre esses grupos musculares.

Em outro estudo, pacientes que apresentavam lombalgia foram divididos em dois grupos, um realizava exercícios do método Pilates e o outro, exercícios convencionais; sendo monitorada a intensidade da dor e o escore de disfunção através de um questionário. Após o tratamento, a intensidade da dor era menor no grupo que realizou Pilates, levando os autores a concluir que os exercícios baseados no Pilates são mais eficazes que os usualmente utilizados no tratamento da lombalgia (RYDEARD; LEGER; SMITH, 2006). Um estudo experimental avaliou a eficácia do método Pilates para o alívio de dor lombar em pacientes com protusão discal (VAD; MACKENZIE; ROOT, 2003). Participaram 50 sujeitos divididos em dois grupos: um realizou os exercícios do método Pilates e Yoga medicinal fazendo uso de medicamentos analgésicos e o outro somente realizou tratamento medicamentoso. Observou-se que um programa de exercícios, bem elaborado, para pacientes com problemas em discos intervertebrais pode diminuir a protusão no disco, enquanto restaura a flexibilidade, força, endurance,
estabilidade e postura, com resultados superiores ao tratamento medicamentoso e com menor recorrência da dor lombar. Em um estudo de caso, Blum (2002) utilizou o método Pilates e a quiropraxia para tratar um adulto com escoliose severa. Os resultados demonstraram que a aplicação do Pilates em paciente com escoliose idiopática é uma ferramenta eficaz no combate à progressão da escoliose, que apresentou melhora na função e diminuição da dor.

Para a reeducação postural algumas técnicas baseadas na cinesioterapia são utilizadas, entre elas o método Pilates (SACCO et al, 2005; BLUM, 2002; KOLYNIAK; CAVALCANTI; AOKI, 2004; SEGAL; HEIN; BASFORD, 2004; MUSCOLINO; CIPRIANI, 2004a; LANGE et al, 2000). Gómez e García (2009) afirmam que o Pilates é uma das técnicas mais eficazes na reeducação postural. A postura corporal é estabelecida por estruturas músculo-esqueléticas que interagem entre si durante toda a vida; em longo prazo, estas podem evoluir para processos crônicos que causam dor e podem limitar o indivíduo para a prática de atividade física e laboral (QUADROS; FURLANETTO, sd; MENDONÇA; SILVA, sd). Viti e Lucareli (sd) realizaram uma avaliação postural, antes e após um programa de 75 horas/aulas do método Pilates, envolvendo 12 fisioterapeutas e educadores físicos, com idade entre 23 e 45 anos. As aulas eram realizadas em dias alternados com duração de 55 minutos. Os resultados mostraram que não houve mudança significativa na postura dos indivíduos avaliados. Os autores justificaram tais resultados pelo fato das atividades serem em grupo, sugerindo que os exercícios fossem individualizados e também porque as formações acadêmicas já haviam construído um esquema de consciência corporal e os exercícios básicos tornaram-se muito fáceis para os praticantes. 

Outra pesquisa verificou os efeitos do Método Pilates no alinhamento postural de cinco indivíduos com idade entre 50 e 66 anos. Foram 36 aulas com 1 hora de duração realizadas 3 vezes por semana. Ao final do trabalho, observou-se que o alinhamento postural de várias partes do corpo apresentou uma ligeira melhora e as dores apresentaram uma diminuição considerável (NUNES et al, 2008). No estudo de Curi (2009), a amostra foi composta 100% por mulheres com mais de 65 anos, estas com idades entre 65 a 74 anos. Após um período de doze semanas de treinamento, houve uma diminuição significativa do tempo para a realização das atividades de vida diária dos idosos. Quando aplicado na população idosa, o Pilates melhora a força e a mobilidade, que geralmente estão alteradas devido à presença de doenças degenerativas, como a artrite. O Pilates também auxilia na manutenção da pressão arterial, além de influenciar na calcificação óssea. Estes benefícios foram encontrados por Kopitzke (2007), que através da aplicação do método, aliada ao uso de medicação apropriada, conseguiu alterar o diagnóstico de uma paciente de osteoporose para osteopenia, após um ano de tratamento. Outra indicação para o uso do Pilates como forma de reabilitação foi pesquisada por Levine e colaboradores (2007). Segundo este estudo, o Pilates pode ser usado tanto no período pré-operatório quanto no pós-operatório de artroplastia de quadril e joelho. No pré-operatório, o método ajuda a aumentar força, mobilidade e amplitude de movimento da articulação acometida e das adjacentes, maximizando a função e a flexibilidade. Após artroplastia total de quadril ou joelho, o método foi utilizado com os mesmos objetivos do período pré-operatório. De acordo com o estudo, o Pilates foi eficaz nessa população por permitir exercícios precoces e que respeitassem os limites de movimentação, como também auxiliar no aumento de resistência dos músculos adjacentes. Nos pacientes que foram submetidos à artroplastia total do quadril, os autores aconselham que a flexão de quadril seja limitada a 90º, a adução não ultrapasse a linha mediana e a rotação interna seja mínima.

Considerações Finais 

O Método Pilates pode ser uma ferramenta eficaz para o fisioterapeuta na reabilitação, apresentando benefícios variados, quando aplicado de acordo com seus princípios, e poucas contra-indicações, além do seu uso voltado ao fitness. A maioria das contra-indicações não impede a aplicação do método, apenas exige algumas alterações e cuidados, enfatizando que o método seja individualizado. As indicações são muitas e variadas, podendo ser aplicado em populações especiais – como gestantes idosos e atletas - e também em vários problemas ortopédicos. Segundo diversos estudos, os resultados do Método Pilates, no que compete ao tratamento de desvios posturais e distúrbios osteomioligamentares, têm sido satisfatórios. Há carência de estudos sobre o método, em diferentes aplicações, sendo necessária maior ênfase em pesquisas na área, utilizando amostras maiores. 

Fonte: Artigo de Revisão Instituto Salus, maio-junho 2011