sexta-feira, 1 de abril de 2016

Drenagem Linfática Facial





Técnica de massagem que ajuda a ativar a circulação sanguínea, promovendo o relaxamento dos músculos da face, e a eliminar as
toxinas (que formam as linfas), causadoras das linhas finas e marcas de expressão. Suas vantagens vão desde revitalizar a pele do rosto, amenizar olheiras e até tratar hematomas decorrentes de traumas, doenças e cirurgias.
Todos os toques e manobras da drenagem linfática facial, assim como acontece na corporal, devem ser feitos suavemente. Os movimentos são de deslizamento e bombeamento e têm a finalidade de desobstruir os canais linfáticos, causando sensação de bem-estar e provocando maior eliminação do líquido retido no organismo.

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Drenagem Linfática Manual: Uma revisão


1. Introdução

A Drenagem Linfática Manual é uma técnica de massagem altamente especializada, feita com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático, aprimorando algumas de suas funções. (Leduc, 2000).

A Drenagem Linfática Manual é uma técnica de massagem manual que foi descrita, inicialmente, como método para tratamento de edemas em especial o linfedema. Vários autores já a descreveram, entre eles Albert Leduc e Emile e Astrid Vodder. A primeira diferença entre os dois está no tipo de movimento usado. Vodder utiliza uma combinação ampla de movimentos passivos e técnicas manuais de drenagem linfática. Leduc possui uma combinação mais restrita de movimentos e propõem protocolos de tratamentos com base no tipo de distúrbio encontrado e utiliza bandagens compressivas após as técnicas de drenagem linfática. (DE BARROS, 2001).

A drenagem linfática manual drena os líquidos excedentes que banham as células, mantendo, desta forma, o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais. Ela é também responsável pela evacuação dos dejetos provenientes do metabolismo celular. (LEDUC, 2000). 
A técnica de DLM é complexa, representada por um conjunto de manobras muito específicas, que atuam basicamente sobre o sistema linfático superficial, visando drenar o excesso de líquido acumulado no interstício, nos tecidos e dentro dos vasos, através das anastomoses superficiais linfo linfáticas axilo-axilar e axilo-inguinal (Marx e Camargo, 2000).

Há duas etapas a serem seguidas na drenagem linfática, sendo, em ambas, realizadas sempre no sentido da circulação linfática de retorno e centripetamente. Essas duas etapas são chamadas de evacuação e de captação. (DE BARROS, 2001). O primeiro processo é a captação que é realizada no mesmo nível da infiltração. O segundo processo consiste na evacuação que é a transparência dos líquidos captados longe da zona de captação. (LEDUC, 2000). O objetivo da evacuação é proporcionar um aumento do fluxo linfático na região proximal, deixando essa descongestionada e preparada para receber a linfa de outras regiões mais distais. Ao se facilitar e melhorar a circulação linfática dessa região, não haverá sobrecargas maiores a esses vasos. (DE BARROS, 2001). O objetivo da captação é absorver os líquidos excedentes da região com estase (com edema, celulite, etc.) e transportá-la através dos vasos linfáticos de volta para a circulação venosa. (DE BARROS, 2001)

Existem considerações relevantes que devem ser observadas na aplicação da drenagem linfática:

- O trabalho deve ser executado no sentido proximal-distal; 
- Praticar por maior espaço de tempo onde há maior retenção de líquido, ou seja, linfedema; 
- Executar as manobras em ritmo lento, pausado e repetitivo, em respeito ao mecanismo de transporte da linfa, cuja freqüência de contração é de 5 a 7 vezes por minuto; 
- Não deve ser desagradável e jamais provocar dor; 
- As sessões devem ter o mínimo de 30 minutos. (LOPES, 2002).

Se a drenagem for deficiente há um congestionamento e conseqüente acúmulo de líquidos. Uma pressão demasiadamente forte pode obstruir os capilares chegando até mesmo a danificá-los, principalmente os capilares linfáticos pela sua estrutura frágil (Cassar, 2001).


De acordo com Guirro e Guirro (2002) e Lopes (2000), as manobras de DLM possuem várias indicações:

- Tratamento pré e pós-operatório de intervenção cirúrgica; 
- Pós-traumatismos; 
- Insuficiência venosa; 
- Edemas; 
- Linfedemas; 
- Fibro edema gelóide; 
- Queimaduras; 
- Enxertos; 
- Acne; 
- Rosácea; 
- Hematomas e equimoses; 
- Rigidez muscular; 
- Período de TPM; 
- Insônia; 
- Pós-mastectomia; 
- Pós-mesoterapia; 
- Tratamento coadjuvante da cicatriz hipertrófica ou queloideana.


A DLM, para ser efetiva, deve sempre ser realizada por fisioterapeuta habilitado em linfoterapia, que conheça bem a anatomia, fisiologia e patologias linfáticas e que saiba aplicar com segurança todos os componentes da técnica (Marx e Camargo, 2000).


2. Métodos

O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica sobre a técnica de drenagem linfática manual. As referências utilizadas tiveram fontes primárias e secundárias: Medline, Scielo, Lilacs, Livros, através das palavras-chaves Drenagem Linfática – Sistema Linfático. As referências utilizadas variam entre os períodos de 1998 a 2004, sendo que algumas fazem uma abordagem geral com relação ao tema e outras apresentam conteúdo mais específico. A língua utilizada de escolha foi o português. O levantamento bibliográfico, a seleção das referências e a redação do trabalho foram realizadas pelas pesquisadoras.


3. Discussão

De acordo com Ibidem o espaço entre as células onde se encontra água, sais minerais, vitaminas e outros elementos nutritivos de micro dimensões e regulado pela lei de Starling, que é definida como “um jogo de pressão instaurado nos dois lados da parede capilar, determinando a situação de homeostase dos líquidos intravasculares e intersticiais”, ou seja, a saída e a reabsorção de substâncias nestes mesmos capilares.

No procedimento relatado por Lopes (2002) essa técnica deverá ser executada observando alguns aspectos importantes, quanto o ritmo, manobras, pressão e harmonia dos movimentos. O tempo de sessão deve ter o mínimo de 30 minutos. Para Cassar (2001), a pressão da mão sobre o corpo, deve ser leve para não produzir colapso linfático, onde o valor sugerido gira em torno de 30-50mmhg.

Executando a técnica de DLM corretamente nós podemos estimular a abertura do linfático inicial e alimentar o volume do fluxo da linfa em ate 20 vezes (Kasseroler, 1998).


4. Considerações Finais

A DLM é uma técnica massoterápica especifica, cuja ação principal é sobre o sistema linfático e toda sua estrutura anatômica e fisiológica, que ao ser executado devem-se observar alguns aspectos importantes, quanto o ritmo, manobras, pressão e harmonia dos movimentos. É um recurso muito utilizado na pratica fisioterapêutica e também apresenta um bom referencial bibliográfico.

Devem-se observar alguns aspectos quanto à técnica da DLS, pois ela possui influencia direta em funções fisiológicas como:

- Capacidade dos capilares linfáticos; 
- Velocidade da linfa transportada; 
- Filtração e reabsorção dos capilares sanguíneos; 
- Sobre a musculatura esquelética; 
- Sobre a motricidade do intestino; 
- Sobre o sistema nervoso vegetativo; 
- Sobre imunidade.


Podemos concluir que para obter um bom resultado terapêutico, a técnica deve se realizada por profissionais qualificados, pois devem conhecer a anatomia e fisiologia do sistema linfático, só assim poderá obter os benefícios que ela proporciona.


5. Referências Bibliográficas

1. LEDUC, A. ET al. Drenagem Linfática Teoria e Prática. SP: Ed Manole. 2000. 
2. DE BARROS, M. H. Fisioterapia: Drenagem Linfática Manual. São Paulo: Robe, 2001. 
3. LOPES, M. Drenagem Linfática Manual e a Estética. Blumenau: Odorizzi, 2002. 
4. MARX, A. G.; CAMARGO, M.C. Reabilitação Física no Câncer de Mama.. São Paulo: Roca, 2000. 
5. KASSEROLER, R. Lymph Drainage Massage. Compendium of. Dr. Vodder’s – manual lymph drainage Heidelberg, 1998. Disponível aqui: Acesso em 06/12/2007. 
6. LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem Linfática: teoria e Prática.. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2000. 
7. GUIRRO, E. C.; GUIRRO, R. R. Fisioterapia Dermato - Funcional: Fundamentos - Recursos Patologias. 3ª ed. São Paulo: Manole, 2002. 
8. CASSAR, M.P. Manual de Massagem Terapêutica. São Paulo: Manole, 2001.




Pilates nas patologias do ombro

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É um problema desagradável, porque limita os movimentos simples como erguer e abaixar o braço, podendo denotar piora à noite, após a pessoa se deitar.
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Lembrando que o ombro é uma articulação complexa, e é aquela que apresenta maior eixo de movimento, podendo executar desde movimentos simples a conjugados. E, para que todos estes movimentos ocorram de uma maneira normal é indispensável à integridade muscular, óssea, tendínea e articular.

Mecanismos de lesão de ombros

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As lesões de ombro são frequentemente causadas por atividades desportivas que envolvem movimentos de levantamento de peso. Também podem ser incluídas algumas AVD’S (Atividades de vida diária) como lavar janelas ou paredes ou pendurar cortinas, por exemplo.
Outra razão para a ocorrência de lesão é a idade. A partir dos 50 anos, quando o tendão supra espinhal passa a sofrer pressão da cabeça do úmero, o que diminui sua vascularização, sendo conhecida popularmente como bursite de ombro. Para que esse processo degenerativo possa ser explicado, tem que haver uma falha na adaptação do ser humano à postura que o mantém com os braços para baixo tracionando esse tendão todo o tempo.
Não esquecendo os sinais clínicos mais frequentes: dor ao levantar o braço (sendo que essa dor pode ser irradiada levando à perda completa do movimento), e também prejudicando o ombro saudável, fazendo-o sentir dor e sintomas associados nesse ombro considerado “bom” – porque ele passa a exercer sozinho suas funções.

E quais são as principais lesões de ombro?

Tendinite do bíceps, capsulite de ombro (ou ombro congelado), síndrome do impacto e lesão no manguito rotador.
Na imagem abaixo, vemos a anatomia do ombro, e seus músculos correlacionados e aqueles que formam o manguito rotador que são: supraespinhoso, infraespinhoso, redondo menor e subescapular.


PILATES NAS PATOLOGIAS DO OMBRO


Já os movimentos realizados pelo ombro que se utilizam desses músculos e também do conjunto de articulação, ligamentos, tendões, são: flexão, extensão, abdução, adução, rotação medial (para o meio), rotação lateral (para o lado), e circundação.
Os movimentos que a escápula realiza são: depressão, protração, retração, rotação para cima e rotação para baixo.  A escápula é osso maior quem sustenta a maioria desses músculos, além dela temos a clavícula e o úmero.
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Profissões mais suscetíveis à lesões no ombro

Várias são as profissões que apresentam tendência a gerar patologias de ombro, dentre elas: dentistas, motoristas, cabeleireiros, pessoas que digitam no computador em demasia, donas de casas, pessoas que trabalham com o corte de carnes em frigoríficos, cirurgiões e até executivos, observa-se com isso como as lesões descritas acima são as que se equivalem quase em maioria nas profissões aqui relacionadas.

Pilates nas patologias do ombro



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O Pilates nas patologias do ombro tem como função trabalhar o recrutamento e fortalecimento da musculatura profunda do ombro, fazendo com que ocorra o controle do quadro álgico, ainda associados aos exercícios posturais (que visam o posicionamento e alongamento dos demais músculos). É importante trabalhar também um posicionamento das articulações vizinhas (como coluna cervical e torácica), devido a ligação muscular que ocorre entre as cadeias musculares, para evitar que cargas compressivas, movimentos repetitivos, ou vícios posturais gerem uma nova lesão.
O método Pilates tem sido indicado por diversos especialistas também como parte do tratamento a patologias do ombro, pois o método promove a flexibilidade e a força dos músculos necessários para o equilíbrio muscular.
Assim, através da absorção do impacto pelo músculo fortalecido, que irá diretamente à articulação, e com a mobilidade estimulada, o quadro será estabilizado, melhorando seus hábitos e qualidade de vida. Mas atenção: necessário tratar outras patologias que venham acompanhadas, tais como: instabilidades, retrações, e desequilíbrios musculares, que possam levar à lesão secundária piorando o quadro  sendo que em alguns casos a cirurgia é indicada.

Concluindo…


Como se pode observar e já foi citado por ser uma das principais lesões que acometem a população em geral, há um interesse e um estudo sempre mais aprofundado desses casos. Atualmente, observa-se duas contradições da manifestação da lesão: aqueles que procuram ajuda ao mínimo sinal de dor, para evitarcomplicações futuras, e aqueles que já chegam ao consultório com o ombro em estado critico.

Os tratamentos vão desde medicamentoso à atividades físicas apropriadas ou, em casos mais graves, cirurgia, mas nunca esquecendo os mecanismos causadores dessa lesão – não adianta corrigir uma lesão, mantendo-se o mecanismo de lesão.

Cada vez mais o Pilates vendo sendo indicado como suporte aos diversos tratamentos, devido a praticamente não apresentar contraindicação e também por acelerar o processo de recuperação.
Fonte: BlogPilates



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